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Como diz o ditado, “cavalo encilhado não passa duas vezes”.  Que o diga o comentarista de TV, Luís Carlos Prates, que não aceitou o convite do então pré-candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro, a candidatar-se a senador na eleição de 2018. Perdeu a maior chance de sua vida ao não perceber que havia um “cavalo encilhado” passando bem na frente dele e que o levaria ao Senado.

Bom! A vida tem dessas coisas. Saber enxergar quando a oportunidade passa a sua frente é muitas vezes o diferencial entre o sucesso e o fracasso.

Por que estamos falando disso? Na realidade, com muita tristeza no coração. Referimo-nos a um vídeo no You Tube intitulado “Paulo Guedes na Expert 2019: “somos 200 milhões de trouxas””. O link de acesso em anexo a este artigo.

Neste vídeo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, num longo pronunciamento explicando todos os detalhes do trabalho que ele e sua equipe estão empreendendo para tentar reerguer a economia do Brasil, comentou, quando apresentou um histórico dos erros crassos da economia brasileira ao longo das últimas décadas, sobre o famoso “Pré-Sal”, aquela mina de petróleo que o ex-presidente Lula vangloriava-se que seria a redenção econômica do país.

Lula estava certo, completamente certo. O Pré-Sal é uma “Arábia Saudita”, i.e., um literal “mar de petróleo”. O problema é que está em águas profundas e em profundidades colossais. Para extrai-lo, são necessários tecnologia e investimento. Mas vale a pena. O mundo é movido a petróleo. O retorno é certo.

Mas o sonho do Pré-Sal foi engolido pelos Mensalões, Petrolões e pela brutal recessão na qual o Brasil acabou engolido a partir do final de 2014 e do qual está ainda longe de se recuperar. Que o digam os 13 milhões de desempregados dos dias de hoje.

“Cavalo encilhado não passa duas vezes”. Se não houvesse a bandalheira promovida pelo desastre chamado PT, essa aberração da burrice elevada ao quadrado numa relação incestuosa com uma ideologia satânica do atraso, o Pré-Sal já estaria hoje sendo explorado e o país certamente já estaria usufruindo do boom econômico ocasionado pelo afluxo de dólares provenientes desse petróleo todo.

Mas o país perdeu esse bonde, mas ainda há tempo de tentar pegar o próximo. O problema é saber se haverá o próximo.

O Pré-Sal ainda se encontra lá. Mas o governo brasileiro não tem recursos nem a Petrobras possui a tecnologia para extrair o dito petróleo de tamanha profundidade.

A solução, segundo o ministro Paulo Guedes, é abrir concessões para empresas estrangeiras para que elas façam a exploração do Pré-Sal. É mais negócio para o Brasil deixar que empresas façam a exploração e deles cobrar impostos sobre a produção do que monopolizar tudo (extração, refino e distribuição) através do monopólio da estatal Petrobrás.

A razão é simples: onde há estatal há indicações políticas e onde há tais indicações, há corrupção, atraso, bandalheira.

“O Petróleo é nosso”, isto é, “do povo”. A Petrobrás foi tanto “do povo” que deu no que deu: foi quase destruída.

Enfim, é mais negócio cobrar impostos sobre a produção de empresas privadas que receberam a concessão para explorar um recurso natural do que o próprio governo, através de suas estatais, fazer essa mesma exploração.

O Ministro Paulo Guedes quer fazer isso com a esperança de tentar pegar o outro bonde depois do primeiro que o Brasil perdeu. O problema é saber se haverá outro bonde e quando.

É preciso explorar o Pré-Sal o quanto antes. Quanto mais rápido começar a extrair petróleo dessa fabulosa reserva, o tão necessário dinheiro para mover a economia começará a afluir no Brasil.

Mas voltando a repetir o velho ditado: “cavalo encilhado não passa duas vezes”. Parece que esta é a sina do Brasil. Pois vejamos.

Paulo Guedes observou no seminário Expert 2019 que é preciso pressa para explorar o Pré-Sal, pois o mundo do petróleo, dos veículos movidos a gasolina e derivados, está próximo do fim.

Guedes comentou que as pesquisas do hidrogênio estão avançadas e num futuro não longínquo, os países de 1º mundo não mais utilizarão o petróleo, pois o combustível que será utilizado vai ser o hidrogênio.

Mas o que é hidrogênio? Voltando à escola. Quais são as moléculas que formam quimicamente a água? É o H2O, isto é, dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio.

Em resumo: os carros do futuro deverão ser movidos a água, isto é, os motores serão movidos pelo hidrogênio retirado da água, o que é algo fantástico.

Enfim, o petróleo deverá tornar-se algo completamente obsoleto ou será utilizado em outros produtos, mas não mais como combustível de veículos. Sua demanda irá diminuir radicalmente. Conclusão das consequências: o Pré-Sal vai ficar obsoleto.

Enquanto ainda não vierem os carros a hidrogênio e a eletricidade, também outra fonte de energia a ser utilizada no transporte no futuro, Paulo Guedes tem pressa de viabilizar a exploração do Pré-Sal. Pelo menos, é possível imaginar uns 10 a 20 anos ainda de um mundo ainda movido a petróleo antes dessa fonte de energia se tornar obsoleta.

Mas o próprio Guedes salientou que o Brasil perdeu uma grande oportunidade de ter transformado-se num país desenvolvido. O dinheiro do Pré-Sal poderia ter afluído e servido para o país investir em educação de qualidade, financiar cientistas e desenvolvido tecnologias próprias.

Porém tudo aconteceu ao contrário. O país apostou na coisa errada, afundou-se em corrupção, empobreceu mais ainda, não melhorou o nível médio de educação de seu povo e, quando começará a tentar ganhar dinheiro com o inesperado “tesouro” do Pré-Sal, já ser tarde demais.

Como diz o ditado, “cavalo encilhado não passa duas vezes” ou, quando passa novamente no mesmo lugar, pode ser que não tenha nem a sela nem a cilha, como é chamada aquela cinta larga de couro ou tecido que prende a sela à barriga do cavalo e de onde vem a palavra “encilhado”.

É chorar para não cair em profunda depressão.

 

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

VÍDEO

 

 

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