Em 17 de dezembro do ano passado, publicamos reportagem com o presidente da Acibig (Associação Empresarial de Biguaçu), Robson Carvalho, ocasião na qual manifestou preocupação com relação aos viadutos (ou melhor, com a falta deles) no Anel Viário, como é chamado o futuro desvio da BR-101 entre Biguaçu a Palhoça.

Transcrevemos: “O trecho do Anel Viário em território do município de Biguaçu tem 13 quilômetros de extensão. No entanto, só estão previstos apenas três viadutos. Isto é, para passar de um lado para outro da futura rodovia, os motoristas do interior de Biguaçu terão de fazer longos desvios até ter acesso ao viaduto mais “próximo””.

Completamos o raciocínio: “E a coisa não para por aí. Não haverá estrada lateral ao lado da rodovia. Isto mesmo! Para acessar o viaduto “mais próximo”, o cidadão terão de usar as tortuosas estradas do interior de Biguaçu, o que poderá transformar uma simples ida de um lado para outro do “Anel Viário”, algo digno de “rally de aventura”.”

Nem estamos falando que não haverá estrada lateral no Anel Viário, o que também será bem problemático e absurdo.

Pois bem! Os prefeitos de Biguaçu durante a década de 1990 não bateram firme para exigir que, na duplicação da BR-101, no trecho que cortava a zona urbana do município, houvesse um razoável número de viadutos e passarelas.

Resultado: em todo o trecho da BR-101 na zona urbana da cidade, só há quatro viadutos. Em certos trechos, ir de um lado para outro é ter de percorrer um longo desvio. Ainda bem que existe as estradas laterais. Imagem se não houvesse pelo menos essas estradas!!!

Indagar não ofende: o leitor tem uma ideia de como será quando o futuro Anel Viário estiver pronto, mas sem as estradas laterais?

Se no perímetro urbano de Biguaçu já é problemático, a falta de viadutos em certos trechos é um apuro. Que o diga, por exemplo, um simples ida de carro do Prado de Baixo até o centro de Biguaçu. O motorista precisa fazer desvio de quilômetros porque as “inteligências raras” da década de 1990 não exigiram o óbvio: um viaduto que permitisse o acesso à SC-407 que liga Biguaçu a Antônio Carlos. Se esse viaduto existisse, permitiria que os motoristas oriundos do norte do município não precisassem ir até o viaduto do Jardim São Nicolau para fazer uma simples travessia rumo ao centro da cidade.

FALTA DE RESPEITO

Vice-prefeito Vilson Alves. O senhor não acha uma falta de respeito deixar de informar à comunidade o que está sendo feito pela prefeitura para resolver o problema da falta de viadutos no futuro Anel Viário?

Em primeiro lugar, a seguinte pergunta: quantos viadutos haverá afinal nos 13 quilômetros de extensão do Anel Viário em território biguaçuense? Apenas três?

Em segundo lugar, se a empresa que está construindo o Anel Viário vai realmente obstruir quantas estradas no interior de Biguaçu?

Em terceiro lugar: a prefeitura vai permitir isso? Não vai exigir que nesses trechos sejam construídos algum túnel, passarela ou viaduto para que os moradores do interior não tenham seu direito de passagem obstruído?

Esses questionamentos não são apenas do JBFoco. São do presidente da Acibig, Robson Carvalho, que também não sabe as respostas.

 

QUESTIONAMENTO

O prefeito Ramon e seu vice Vilson vão aceitar que seja construída uma rodovia no interior de Biguaçu sem as devidas passarelas, túneis e viadutos para não atrapalhar a livre circulação de um lado para outro dos moradores do interior de Biguaçu?

O que vai adiantar ter um Anel Viário se uma simples ida de um lado para outro da rodovia vai virar uma verdade “saga” para os moradores do interior de Biguaçu que terão de fazer desvios talvez até quilométricos?

Não é preciso saber muito matemática. Ao todo são 13 quilômetros de Anel Viário dentro de Biguaçu. Se vai ter apenas três viadutos, a distância entre cada um deles será por volta de 4,3 quilômetros.

Ora, como o Anel Viário será uma rodovia de trânsito rápido e, com isso, com pouquíssimas entradas e saídas, o cidadão que precisará ir de um lado para outro dessa futura estrada terá de fazer um desvio de no mínimo quatro quilômetros, o que antes era feito em linha reta. Vale relembrar que não haverá estrada vicinal. Entenderam o tamanho do problema.

É muita falta de responsabilidade e de planejamento o prefeito Ramon mais uma vez empurrar com a barriga ao não responder a respeito dessa questão. Vai fazer igual ao que fez no episódio do Presídio? Vai esconder a verdade como no caso do presídio e, quando menos esperar, a população vai receber a “bucha” sem saber?

 

RESUMO

Esta é a situação. A prefeitura nega-se a responder, mesmo para o presidente da Acibig. E depois na eleição, querem o apoio dos empresários.

O que vai acontecer é o seguinte. Quando o Anel Viário estiver pronto em alguma data da década de 2020, se não houver mais paralisações na obra, a falta de precaução, bom senso, responsabilidade e raciocínio lógico da atual gestão da prefeitura de Biguaçu vão cobrar o seu preço bem salgado.

Mas isso ainda tem solução. A prefeitura tem de zelar pelos interesses da coletividade. Os moradores não são a favor de que suas estradas sejam interrompidas pelo Anel Viário. Eles querem a passagem livre. Por isso, a cidade não pode deixar de reivindicar túneis, viadutos e passarelas sob pena de enfrentar transtornos que são hoje perfeitamente evitáveis se prevalecer o mínimo bom senso e planejamento.

 

 

Ozias Alves Jr (Editor)

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