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No final da manhã deste sábado (20/07), uma motoqueira que passava pela Via Expressa, em Florianópolis, foi atingida no pescoço por uma linha com cerol. Ela morreu na hora. O ferimento foi tão certeiro na jugular que o Socorro Médico não teve como salvá-la. Já estava morta. O sangue jorrou aos borbotões.

Pois bem! Em 2013, isto é, há seis anos, o colunista do JBFoco, Décio Baixo Alves, quando assumiu como vereador em Biguaçu, apresentou, como um de seus primeiros projetos, a proibição do cerol no município e, o mais importante, uma política tolerância zero para esse pó de vidro usado em linhas de pipas.

Na época, Décio chamou a atenção para que a prefeitura de Biguaçu fiscalizasse permanentemente os locais onde o cerol é vendido. Vale lembrar que o cerol estava sendo vendido abertamente.

É claro que a prefeitura não é polícia, mas dentro de uma política de tolerância zero contra o cerol, crianças e adolescentes flagrados com essas linhas teriam de ter seu material confiscados na hora.

O motivo é simples: o cerol é um perigo absurdo. Tanto é que uma mulher que estava em sua moto acabou morrendo na hora, conforme noticiamos no início deste texto.

É verdade que o caso aconteceu em Florianópolis, fora da jurisdição de Biguaçu, mas o caso é um exemplo para incentivar o retorno da campanha, não importando o município.

A secretaria municipal de educação de Biguaçu tinha, deveria e poderia promover palestras entre os estudantes para convencê-los do perigo do cerol.

Aliás, vamos ser até mais radicais: por que não mostrar vídeos com cenas de como ficam os pescoços dos motoqueiros atingidos pelo cerol? Sim, mostrem fotos e vídeos dos cadáveres vítimas da maneira linha com pó de vidro.

“Ah, mas as crianças não podem ver isso!!!”, vão argumentar alguns contra essa medida.

É verdade. Mas numa campanha anti-tabagismo do Colégio Coração de Jesus na década de 1980, não houve frescuras: os alunos foram reunidos para assistir, no antiteatro da instituição, a um filme cuja primeira cena era a de um cidadão fumante numa mesa de operação.

E sem a mínima cerimônia, os médicos passaram o bisturi no peito do homem e depois mostraram o pulmão negro como um carvão. E tudo isso sem tarja, sem frescura, para chocar mesmo.

Tais cenas certamente foram um choque para certos estudantes que, depois da experiência, não quiseram mais saber de experimentar cigarros. Por que não fazer o mesmo com o cerol?

Precisamos lutar contra o cerol. Fiscalização nas lojas onde esses produtos são vendidos, palestras nas escolas, abordar crianças que estão brincando de pipa usando linhas com cerol e recolher o produto ou, quem sabe, chamar os pais na delegacia para que estes conscientizem-se de que tal produto é muito perigoso etc e tal.

Agora mais uma família está enterrando ou cremando um ente querido morto estupidamente pelo cerol de pipa, algo que poderia ser evitado se houvesse fiscalização e trabalho de PERMANENTE conscientização.

A motoqueira morta hoje é filha, talvez mãe, irmã, prima, esposa, namorada que foi morta de forma tão estúpida. Certamente ela estava indo ou voltando do trabalho ou a caminho de algum compromisso. A linha “envenenada” com cerol, uma “inocente” brincadeira, provocou mais uma tragédia.

Esperamos ter contribuído para o debate e conscientização de que precisamos ser vigilantes.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

 

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