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Como se diz popularmente, “a máquina é burra. Ela não distingue nada”.
Pois bem! Um jornal do Texas, Estados Unidos, resolveu postar em sua página no Facebook trechos da declaração de independência dos Estados Unidos. Tratava-se de uma homenagem a este documento venerado nos Estados Unidos, pois tratava-se da declaração em 4 de julho de 1776 da independência das 13 colônias que estavam separando-se da Inglaterra. As colônias eram chamadas de “estados”. Portanto, “Estados UNIDOS”.
Ultimamente o Facebook tem retirado páginas do Facebook. Se alguém escrever alguma mensagem que ofenda alguém política, racial ou sexualmente, o Facebook logo retira a página do ar.
Como é que o Facebook consegue localizar as mensagens racistas entre bilhões de postagens diárias? Muito simples. Através de algoritmos. A central de computadores do Facebook, por onde transitam os dados da rede, está programada para localizar determinadas palavras, frases e expressões. Se aparecer tal frase, o computador logo detecta através do algoritmo e retira a página do ar automaticamente.
Mas nem a Declaração de Independência dos Estados Unidos escapou da censura prévia do algoritmo do Facebook.
Nos artigos 27 e 31 da Declaração de Independência do mencionado país, está escrito “indian savages”, que significa “índios selvagens”. No século XVIII, os índios eram chamados de “selvagens”. Era o termo comum, usualmente usado.
No entanto, o algoritmo do Facebook não perdoou. Considerando “ofensivo racialmente”, a página do jornal The Liberty County Vindicator, com sede no Texas, foi retirada do ar, mesmo tratando-se do documento mor dos Estados Unidos.
O jornal protestou e a direção do Facebook interviu recolocando a página no ar e, ainda por cima, publicou pedido de desculpas salientando que se fosse um censor humano, este teria discernimento suficiente para verificar que não se trata de um documento ofensivo contra os índios norte-americanos.
E a direção do Facebook observou: “Talvez seria melhor se Thomas Jefferson (um dos redatores do documento histórico) tivesse escrito “nativos americanos em um estágio desafiador de desenvolvimento cultural”, o algoritmo do Facebook não teria apagado a mensagem por considerar que, nesta “correção”, a mensagem não seria mais considerada “racista”.

 

Postagem censurada do Facebook. (Foto Reprodução)

 

JBFoco Online – Terça-feira (13/08/19)

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