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Biguaçu está sofrendo uma nova escassez no abastecimento de água. Devido à falta de chuvas dois meses seguidos, os mananciais de onde vem o abastecimento da Grande Florianópolis tiveram uma redução radical em seu volume de armazenamento e o resultado tem sido a escassez em toda a região, atingindo Biguaçu em cheio.

A Casan é a responsável pelo abastecimento de Biguaçu. Nada contra. Mas em diversas ocasiões, e o leitor poderá conferir isso se realizar pesquisa nas edições do JBFoco dos últimos anos, temos batido na tecla de que é preciso ter um “Plano B” de abastecimento.

Temos o manancial de Amâncio e no bairro Saudade, há um reservatório desativado da própria Casan, que abastecia Biguaçu na década de 1960. Como a cidade cresceu, esse reservatório do bairro Saudade, ao lado do atual parque aquático Biguá Açu, acabou sendo desativado porque o abastecimento passou a ser feito de água trazida dos reservatórios situados entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz.

O JBFoco cansou de chamar a atenção para que Biguaçu precisa também ter abastecimento paralelo, acionado em períodos de escassez, de água trazida de Amâncio e de Saudade. Como assim?

Das duas, uma. Ou a Casan fosse obrigada a criar uma rede alternativa de abastecimento utilizando a água de Amâncio e de Saudade, o que seria o famoso “Plano B”, ou a prefeitura de Biguaçu abrisse licitações para contratar empresas particulares interessadas em explorar os novos mananciais. É verdade que talvez os citados mananciais não têm capacidade para atender toda a zona urbana de Biguaçu, mas se atender a alguns bairros, já seria de bom tamanho.

Vamos deixar uma coisa bem clara: não sabemos qual a capacidade dos mananciais em questão, nem toda a complexidade de questões ambientais e jurídicas, porém o que chamamos a atenção é a completa falta de iniciativa da prefeitura de Biguaçu em pesquisar o assunto, em buscar alternativas para o abastecimento da cidade, em ter alguma criatividade para tentar alguma solução inteligente e prática ao problema.

Todo ano o povo de Biguaçu sofre com os cortes de abastecimento da Casan por “n” motivos, que vão da escassez provocada por motivos pluviométricos (ausência de chuvas) até por rompimentos de tubulação e outras “cositas más”. O interessante é que a prefeitura de Biguaçu só vive de braços cruzados, sem dar importância ao problema. Lamentável, inacreditável e haja incompetência!

Ontem (terça, 13/08), por volta das 14h, após o encerramento do telejornal Hoje, da rede Globo, a NSC transmitiu um breve noticiário e qual foi o assunto principal: a escassez de água.

E no meio das falas dos repórteres, eis a notícia: a Casan pretende fazer o “Plano B” de abastecimento, ou seja, parar de depender apenas do reservatório de Pilões, da região Palhoça/ Santo Amaro da Imperatriz. A ideia da Casan é procurar novos mananciais para interligar com sua rede e, assim, garantir melhor abastecimento e dar um alívio a tantas interrupções.

Mas tem um detalhe. O repórter falou que a Casan estuda aproveitar “mananciais de Biguaçu” no prazo de 10 anos.

Ok! Nada contra. Mas espera aí. Temos de tomar cuidado. Pode haver aí algum “ovo de serpente”. Explicamos.

Tempos atrás, a Casan cogitava o plano de instalar uma grande extensão de tubulação para puxar água de Amâncio, interior de Biguaçu, em direção ao norte da Ilha de Santa Catarina, ou seja, Canasvieiras, Ingleses e outros bairros do norte de Florianópolis.

Quer dizer, querem usar água de Biguaçu para abastecer Florianópolis, sendo que ao longo do caminho, há bairros biguaçuenses que sofrem com abastecimento irregular, mas, pelo que foi divulgado, não receberiam uma gota dessa água. “Côza linda”, como dizem os manezinhos.

E o pior é que é possível algum prefeito e vereadores aceitarem uma coisa dessas. São capazes de dar autorização sem prestar atenção aos detalhes e Biguaçu mais uma vez pagará o pato como alguns que já pagou.

Sim, a Casan pode querer resolver o problema de abastecimento de Florianópolis usando a água que tinha e deveria ser usada para resolver o problema de abastecimento de Biguaçu.

Como o prefeito Ramon é de uma “competência ímpar” (seu maior legado será deixar construir um presídio/penitenciária bem no meio da cidade), como nunca teve a iniciativa de pesquisar e iniciar um “Plano B” de abastecimento, essa negligência fará com que a Casan ocupe o espaço e faça seu “Plano B”, mas planejado seguindo direção contrária aos interesses da população de Biguaçu.

Estamos fazendo nossa parte: advertir, pensar, propor, elucidar, pensar novas ideias. Mas talvez somos uma voz no deserto no meio de tanta mediocridade de nossas lideranças políticas.

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

Amâncio: não duvidem que esse manancial de Biguaçu será usado para atender Florianópolis. (Foto Arquivo JBFoco)

 

JBFoco Online – Terça-feira (13/08/19)

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