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Transformação digital: a nova (mas, não tão nova assim) forma de exercer a advocacia

 

Por Sara Barbosa de Oliveira

 

Aquela visão de um homem vestindo terno e gravata correndo pelas ruas com um processo judicial debaixo do braço e uma petição nas mãos que precisa ser protocolada no Fórum, que está prestes a encerrar o expediente do dia, é cada vez mais rara. Ou ainda, aquele estagiário de Direito, com sua carteirinha de estagiário da OAB, correndo de uma vara para outra para fazer carga de vários processos judiciais, puxando seu carrinho de transporte, para que seu chefe tenha conhecimento da petição protocolada pelas partes contrárias, está com os dias contados.

 

Por certo, com o advento da utilização em massa das tecnologias da informação e comunicação (TICs), observa-se nestes primeiros anos que seguem o século XXI, um momento ímpar na história da humanidade em todas as áreas. A Ciência e a Tecnologia apresentam papel decisivo nesse contexto, seja por proporcionar a expansão do corpo de conhecimentos existentes (Ciência) ou por providenciar inovações que busquem atender a demanda de mercado por integração, conectividade e serviços (Tecnologia). Esse período é caracterizado, então, pelo processo de Transformação Digital. E o exercício da advocacia não está alheia a essa realidade.

 

A transformação digital é uma tendência que invadiu todas as atividades econômicas e, com a advocacia não seria diferente. Todas as mudanças decorrentes dessa transformação na prática da advocacia estão acontecendo agora. No judiciário brasileiro essa transformação foi iniciada com a implantação do processo judicial eletrônico em meados de 2005, com o objetivo de otimizar recursos, tempo, procedimentos e vivência dos diversos atores ligados ao processo judicial. A partir de então, a transformação tecnológica no cotidiano dos escritórios de advocacia tem se tornado uma realidade.

 

De fato, os escritórios de advocacia buscam se adaptar à nova realidade do mercado: processos que utilizavam enormes pastas e arquivos, podem ser facilmente consultados se estiverem digitalizados. Mas, não apenas isso. A transformação digital pode ser capaz de impulsionar ainda mais o negócio jurídico, bastando, apenas o planejamento e o conhecimento de quais são as soluções tecnológicas que melhor se adequam às peculiaridades do advogado e de seu escritório. A tecnologia, obviamente, tem um papel de destaque nesse contexto, uma função central e, de modo algum, deve ser encarada apenas como algo superficial, acessório e complementar. Ao contrário, ela é essencial ao processo de transformação digital.

 

Em relação ao marketing jurídico e a captação de clientes, a transformação digital impôs uma significativa mudança. Se antes, a boa prática para divulgação e captação de clientes era, essencialmente, estar presente em eventos, participar de Conselhos Comunitários, conceder entrevistas à imprensa, atualmente, essas ações foram inseridas ao contexto virtual. O marketing digital de conteúdo, que é a forma de marketing mais adequada com o Código de Ética da OAB, é visto como um importante diferencial, com a capacidade de alavancar pequenos escritórios neste mercado tão competitivo. Produzir conteúdo sobre a especialidade do advogado e divulgá-lo na internet por meio das mídias sociais, site institucional e blog pessoal, com a utilização de algumas ferramentas do marketing digital, representa uma importante adaptação ao mercado jurídico atual por meio da transformação digital.

 

Além da modificação na forma de fazer o marketing jurídico, é possível observar a mudança de outros aspectos relevantes no cotidiano da advocacia. Com a implementação do processo judicial eletrônico no Brasil e o movimento mundial conhecido como paperless, os advogados podem orientar e sugerir aos seus clientes o envio de documentos e provas no formado digital. Assim, a cada dia ocorre a redução no volume de papel reduzido no meio jurídico. Nesse sentido ainda, a utilização de contratos digitais é uma realidade nos negócios que, além de reduzir o volume de papel, possibilita contratar com pessoas separadas pela distância física. Diversas ferramentas tecnológicas possibilitam a assinatura digital justamente para evitar o deslocamento de pessoas apenas para assinar um contrato. Na advocacia, o contrato virtual e a assinatura digital podem ser utilizados em qualquer tipo de contrato: procuração, honorários ou declaração de hipossuficiência, por exemplo.

 

A Internet das Coisas (IoT), que promete uma sociedade hiperconectada e digitalmente responsiva, também impacta o mundo jurídico, com a implantação das Plataformas Digitais da Advocacia, que auxiliam os advogados e escritórios, desde a gestão de marketing, fechamento de contratos, armazenamento de informações, gestão de clientes e fidelização e automatização do atendimento até o controle de informações contextualizadas sobre gestão dos processos do próprio escritório ou dos escritórios correspondentes e parceiros.

 

Não se pode esquecer que o advogado conta com inúmeras ferramentas, pagas ou gratuitas, para a realização de videoconferências para contato seus clientes ou, com algumas particularidades, para a realização de audiências judiciais. O uso dessa tecnologia potencializa os resultados em razão do tempo, do lucro e principalmente, da qualidade do serviço jurídico desenvolvido.

 

Essas transformações irão transformar a advocacia em uma atividade completamente digital, consolidando-se como uma profissão essencial e coerente com a necessidade da sociedade contemporânea. O objetivo da adoção desses elementos digitais é gerar inúmeros ganhos, nos mais variados aspectos e das mais diversas formas. E isso significa que o advogado precisa internalizar e incorporar, como nunca antes, a cultura digital para não ficar de fora dessa tendência mundial.

 

* Sara Barbosa de Oliveira é coordenadora do curso de Direito da Faculdade Pitágoras da Serra.

 

Sobre a Faculdade Pitágoras

Fundada em 2000, a Faculdade Pitágoras já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação, extensão e ensino técnico, presenciais ou a distância.

Presente nos estados de Minas Gerais, Maranhão, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e São Paulo, a Faculdade Pitágoras presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Faculdade Pitágoras oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais.

A Faculdade Pitágoras nasceu herdando a tradição e o ensino de qualidade oferecido pelo Colégio Pitágoras, fundado em 1966, que também deu origem ao grupo Kroton. Para mais informações, acesse: www.faculdadepitagoras.com.br.

 

Sobre a Kroton

A Kroton é uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, proporcionando ensino de qualidade durante todos os momentos da vida dos alunos, desde o ensino básico até a educação continuada. Com atuação inovadora, a Kroton é líder no desenvolvimento e aplicação de soluções educacionais. Em seus mais de 50 anos de tradição já contribuiu para a transformar a vida de milhões de pessoas, e trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país.

 

 

 

DICA

 

Visitar nossos amigos e famílias em tratamento contra o câncer no Hospital Joana de Gusmão. Ou ainda fazer parte da AVOS. Com certeza você vai colaborar e muito com pacientes e famílias.

 

ADOÇÃO DE ANIMAIS

Por Luiz Carlos Negri Filho.

 

A adoção sempre foi considerada uma atitude de amor, e nos últimos anos tem sido defendida como alternativa saudável e legal contra a exploração comercial de animais, especialmente cães e gatos. No entanto, há três passos cruciais que toda pessoa deve tomar para que sua adoção seja consciente, e benéfica para todos os lados. Confira:

1º Passo: O local da adoção

Muitas pessoas costumam adotar animais abandonados que encontram nas ruas, outras preferem procurar um local específico para fazer a adoção. Para quem estiver disposto, a dica é procurar um Centro de Reprodução Legalizado, se houver interesse numa raça específica. Também vale procurar ONGs ou Centros de Controle de Zoonoses presentes na maioria das cidades. São alternativas seguras para adotar com mais segurança, pois as instituições mantêm o histórico e preservam a saúde do animal.

 

2º Passo: O estado de saúde

Tanto os centros de reprodução, quanto as ONGS e os centros de controle de zoonoses têm o hábito de disponibilizar para adoção apenas animais saudáveis e muitos destes lugares possuem um médico veterinário com quem é possível se certificar do estado de saúde. Porém, se você também tem um profissional da sua confiança, a recomendação é levá-lo para um check-up geral. Em caso de animais recolhidos da rua, a consulta com o veterinário é indispensável, porque o risco de enfermidade é maior. Nestas situações, o novo tutor precisa reconhecer a maneira mais adequada para promover o cuidado. Animais que apresentam deficiências ou doenças crônicas exigirão cuidados especiais para toda a vida. Animais que estejam doentes precisarão de tratamento por tempo específico.

 

3º Passo: A adaptação em casa

Todo animal precisa de um tempo de adaptação, afinal é necessário que ele perceba que está em um novo lar. Animais que já foram vítima de maus tratos, por exemplo, costumam carregar traumas e exigem maior paciência para que se sintam mais seguros. Um bom momento para iniciar essa conexão é o primeiro banho do animal, recomendado após o período de adaptação, cerca de 15 dias depois. É um ótimo momento para observar a personalidade do animal. Caso seja necessário um banho logo na chegada, a recomendação é levar o animal a um Pet Shop de confiança de sua confiança.

Não há uma fórmula mágica para uma boa convivência entre o animal e seu novo tutor. Desde que todos os passos acima tenham sido tomados e o tutor saiba lidar com amor e paciência, a convivência tende a ser o mais agradável possível.

Sobre o autor

Luiz Carlos Negri Filho é médico veterinário, tem mestrado em Saúde e Produção de Ruminantes, e atualmente integra o corpo docente do curso de Medicina Veterinária da Unopar de Arapongas.

FRASE

” A amizade da mulher para com o homem é um beco sem saída, para o qual a empurrou o engano no amor.” Charles Dickens

SICREDI

O Sicredi – primeira instituição financeira cooperativa do Brasil – patrocinou a 20ª edição do Prêmio Adjori/SC 2019, na Pousada do SESC de Cacupé, considerado um dos maiores concursos entre jornalistas de Santa Catarina e um dos mais importantes do país. O evento se realizou  no dia 17 de agosto, quando aconteceu a entrega de troféus para os trabalhos mais importantes nas áreas de jornalismo impresso e online, publicidade e propaganda e área acadêmica, com um vencedor na categoria de graduação e um na de pós-graduação. Posteriormente estaremos publicando o nome dos agraciados.

LEITURA

 

UM  CONTO DE DUAS CIDADES – Charles Dickens. A Tale of Two Cities é um romance histórico de autoria de Charles Dickens lançado em 1859, que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. A principal fonte para Dickens escrever o livro com fundo histórico é The French Revolution, de Thomas Carlyle. A narrativa é extraordinariamente dependente da correspondência como meio de avançar o fluxo de acontecimentos, e apesar de não ser uma obra epistolográfica no sentido definido por Les Liaisons Dangereuses de Pierre Choderlos de Laclos, percebe-se rapidamente que a troca de correspondências forma um centro impulsionador para a maior parte do desenvolvimento da narrativa. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da Independência americana até o meio do período da Revolução francesa.

 

ABRAÇOS

 

Coluna Opinião Formada – Walter Lemos Filho – E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

https://chat.whatsapp.com/CwLeRbK861A1Ks6fButk29

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