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Castelo quer mesmo é mudar uma realidade da qual ele já foi vítima. Quando ele foi candidato pela primeira vez a prefeito de Biguaçu em 2000, apesar de sua independência do governo da época, perdeu a eleição porque foi taxado como o candidato da então gestão.

Quem não lembra do caso da merenda que desmoralizou o governo do ex-prefeito Arlindo Corrêa (1997-2000) e foi o principal motivo da derrota do então candidato Castelo contra o rival Vilmar Astrogildo Tuta de Souza?

Castelo fez tudo certo na época: conseguiu apoio da maioria dos partidos, foi o mais organizado em campanha, tinha mais dinheiro e apresentou o melhor plano de governo. Na época foi feito de tudo para separar Castelo do governo.

 

Vilson Alves: candidatura enterrada pelos próprios aliados. (Foto Arquivo JBFoco)

 

 

Douglas Borba quer eleger o próximo prefeito pelo PSL. (Foto Arquivo JBFoco)

 

 

Ramon Wollinger: o maior cabo eleitoral da oposição. (Foto Arquivo JBFoco)

 

SHOWMÍCIOS

Até mesmo não levaram o então prefeito aos “showsmícios” que existia e era permitido na época.  Quem tem um pouco mais de idade lembra muito bem que nesses eventos trazia-se cantores renomados e muita gente vinha ver esses artistas que pediam votos ao candidato que os financiava. No entanto não teve jeito:  não conseguiram separar o vínculo de Castelo com a gestão de Arlindo (in memoriam).  E por causa disso o empresário Castelo não levou votos por causa do “caso da merenda”, que ele não tinha nada a ver e perdeu o pleito para o policial Tuta.

 

19 ANOS DEPOIS

Agora, 19 anos depois, Deschamps que quebrar qualquer coincidência com aquela época.

Já arranca bem, pois diferente de quase duas décadas atrás, hoje a oposição está rachada. Será que Castelo vai conseguir êxito em eleger mais uma vez o prefeito do município? Até porque, também diferente do ano de 2000, Deschamps tem que arrumar a própria casa que conta com integrantes com divergências de todos os lados.

 

ABSOLVIDOS

A título de esclarecimento, o caso da merenda, que na época afastou Arlindo Corrêa do cargo de prefeito municipal por um mês, que desmontou com a opinião pública da época em relação a sua administração e que detonou com a campanha de Castelo, não teve condenações.

Todos os envolvidos, 13 anos depois, foram absolvidos do caso pela justiça.

 

RAMON: O ARLINDO DE 2020

Hoje acontece a mesma coisa que duas décadas atrás. Ter o prefeito Ramon nas eleições de 2020 pedindo voto a um candidato da situação a prefeito ocasionará o mesmo efeito clareira em comparação a época do escândalo da merenda.

Ramon não foi afastado como Corrêa, mas sua gestão está queimada. A fama de mau administrador, que se nega a prestar esclarecimentos sobre questões financeiras da prefeitura, que se recusa a prestar esclarecimentos sobre seu crescimento patrimonial pessoal em mais de 3 mil por cento e sua total incapacidade de trazer verbas federais e estaduais além de empregar muita gente na prefeitura o credenciam a ser o maior cabo eleitoral da oposição no próximo pleito municipal.

Por isso querem fazer a mesma coisa que fizeram com Arlindo 20 anos atrás, isolá-lo e tentar não vincular o próximo candidato a ele.

Castelo e Douglas sabem disso. Por isso investem num candidato que hoje tem a marca da administração de Ramon na testa é um atestado de derrota explícito.

Eles vão fazer de tudo para distanciar seu candidato do atual mandatário da cidade porque ficou claro que viabilizar um nome com chance de vitória só poderá acontecer se manter Ramon o mais longe possível.

 

JBFoco Online – Sexta-feira (20/09/2019)

 

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