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Na quinta-feira da semana passada (24/10), publicamos a matéria intitulada “Acredite se quiser: prefeitura gastou R$ 70 mil em “cafezinho” neste ano de 2019.”

A matéria foi baseada em números que aparecem no Portal da Transparência que indicam que, entre fevereiro a outubro deste ano, isto é, num período de oito meses, a prefeitura de Biguaçu gastou (acreditem se quiser!) R$ 70 mil em “Coffee Breaks”, ou seja, em nosso idioma, “cafezinho” da hora do lanche.

Vamos deixar bem claro. Não foi nem é crime nem irregularidade, mas, pensando bem, podemos classificar isso em LOUCURA, FALTA DE RESPONSABILIDADE e até mesmo a famosa “FALTA DE VERGONHA NA CARA”!

Como é que pode um prefeito como Ramon gastar R$ 70 mil numa DESPESA SECUNDÁRIA, às vezes inútil e que pode gerar desperdício, quando ele próprio sabidamente está com R$ 21 milhões de déficit nas contas municipais???

Isso foi dito pelos seus próprios secretários em recentemente audiência pública na câmara de vereadores, evento este convocado pelo presidente da Casa, Salmir Silva, que, diga-se de passagem, disseram que ele ficou estupefato com o que ouviu.

Em resumo: a prefeitura de Biguaçu com um déficit de R$ 21 milhões, com previsão de que será maior ainda em 20020, e o prefeito dá-se ao luxo de autorizar gasto de R$ 70 mil em cafezinho? Será que o prefeito enlouqueceu e, desculpe a franqueza, precisa de um internamento na Colônia Santana?

Aliás, gostaria de perguntar o seguinte: a prefeitura é obrigada a fornecer cafezinho, bolachinha, torrada, margarina, docinho, entre outras guloseimas, em seus eventos? Também é obrigada a dar “coffee break” a seus funcionários?

Perguntar e pensar não ofendem. Os funcionários recebem seus salários. Quando há um intervalo no serviço, eles não podem ir na padaria mais próxima e tomar seu café lá? E se não podem, é proibido o funcionário trazer sua garrafa térmica para tomar seu cafezinho nos intervalos do expediente?

Não estou dizendo que tem de ser proibido o cafezinho ou que a prefeitura de Biguaçu não deva “patrocinar” um lanchinho em seus eventos e para seus funcionários. Não é isso o que estou chamando a atenção.

O que não pode é essa despesa ser realmente uma “senhora” despesa que custa o olho da cara. Afinal de contas, torrar R$ 70 mil em “coffee break” em oito meses e isso pago por uma prefeitura que está com déficit de R$ 21 milhões é uma AFRONTA à qualquer inteligência.

E encerro este desabafo da manhã comentando sobre a foto que ilustro este artigo. Trata-se de uma máquina de café. Esta foto foi tirada ao lado do auditório do CCE (Centro de Comunicação e Expressão) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Nesta máquina, se não tiver cartão de crédito, você coloca R$ 2,00 ou R$ 3,00, tanto pode ser em notas de dinheiro papel como também em moedas, aperta o botão na opção de café que queira (café longo, curto, cappuccino etc) e aguarde a comporta abrir para você pegar sua bebida.

É uma máquina maravilhosa. O preço é barato e o café é fresco, feito na hora.

Não estou aqui dizendo que a prefeitura tem de pegar os R$ 70 mil e comprar uma máquina dessas, mas poderia descobrir quais empresas poderiam estar interessadas em instalar tais máquinas na prefeitura e nos locais de eventos promovidos pela própria prefeitura. A prefeitura cede o espaço e as empresas exploram o serviço. Ou seja, custo zero para a prefeitura.

Ao invés de dar “coffee break”, o “cafezinho” pode ser tais máquinas. Na hora dos intervalos dos eventos e do trabalho, os participantes e os funcionários públicos podem comprar o café a R$ 2,00 ou R$ 3,00. Será que as pessoas não têm R$ 2,00 ou R$ 3,00 no bolso para comprar um cafezinho?

Com uma máquina dessas, a prefeitura não vai gastar R$ 70 mil em coffee break, não haverá desperdício (quem garante que o café e o lanchinho patrocinado pelos R$ 70 mil não podem acabar sendo desperdiçados? Sim, coloca-se a mesa, é muita bebida e comida, nem todo mundo está com fome e sede e, no final, haverá inevitavelmente desperdício).

Por outro lado, as empresas de máquinas de café podem ter mais outro lugar seguro para atuar e faturar com seus serviços.

Espero estar contribuindo com uma ideia para que não tenhamos de ficar perplexos com a constatação de que a prefeitura de Biguaçu continue torrando mais outros R$ 70 mil em cafezinho, não importando que a prefeitura está com déficit milionário.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

Máquina de café na UFSC. Empresas não poderiam ser convidadas a explorar esse serviço nos eventos da prefeitura de Biguaçu? (Foto Divulgação)

 

Acredite se quiser: prefeitura gastou R$ 70 mil em “cafezinho” neste ano de 2019; Que “Farra do Café”!!!

 

Jornais em Foco – Terça-feira (29/10/2019)

 

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