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Isso não é exagero, nem sensacionalismo. Basta ler a matéria transcrita ipsis litteris na coluna do Décio desta quarta 23/10) sobre uma reunião da câmara de vereadores de Biguaçu em que foram convocados secretários responsáveis pela contabilidade da prefeitura com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre o estado das finanças atuais do município. Ou seja, a notícia não é nossa, mas sim da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Biguaçu. O alarme é da própria câmara.

Segundo a matéria para a qual solicitamos que o leitor confira e leia com atenção, neste ano de 2019, a prefeitura de Biguaçu já arrecadou R$ 111 milhões, mas suas despesas já estão em R$ 132 milhões.

Ou seja, numa elementar conta de substração, a prefeitura está no vermelho em R$ 21 milhões, mas não estamos falando de outros gastos e outros “pepinos”.

Vale lembrar que o prefeito Ramon Wollinger (PSD) pretende pegar um empréstimo milionário para asfaltar a rua 13 de Maio. Detalhe: a conta ficará para o próprio prefeito pagar. Perguntar não ofende: e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)?

Não faz muito tempo que a assessoria de imprensa da prefeitura de Biguaçu publicou uma matéria afirmando que o Tribunal de Contas “elogiou” a administração das finanças da prefeitura etc e tal.

Ok! Nada contra. Se fez a coisa certa, não há problema algum divulgar aos quatro ventos o “Gol de Placa” que fez.

Mas parece que o “Faz de Conta” não se sustenta, ou seja, foi pura propaganda que insiste em ser dissociada da verdade dos fatos. Ramon tentou vender lebre por gato.

Na segunda-feira desta semana (21/10), o prefeito assinou o decreto 233/2019 bloqueando R$ 937 mil (ou seja, aproximando de R$ 1 milhão) das despesas do orçamento municipal.

Que significa isso? É “segurar” o pagamento de despesas para o “vermelho” das contas não virar “roxo”.

E o pior de tudo é que R$ 798,7 mil (mais R$ 1,3 mil viram R$ 800 mil) dos R$ 937 mil bloqueados são despesas na área da saúde. Sim, Ramon está cortando na saúde para tentar equilibrar as contas da prefeitura. Cortar na saúde, o que mais impacta no dia-a-dia da população. Haja loucura!!! A sensação é a de que o “piloto sumiu” e “quem vai aterrissar a aeronave”?

A situação chegou a tal ponto que a Câmara de Vereadores acabou convocando na terça-feira da semana passada (15/10) uma reunião com os secretários municipais da Receita, Bruno Marques e de Administração, Daniela Garcia Galiani, além da contadora geral do Município, Priscila Raimundo, para saber qual é a real dimensão do problema.

Por mais que eles quiseram amenizar (até se entende isso), a coisa está pior do que se imaginava.

E até parece aquele livro intitulado “A Marcha da Insensatez”, de Barbara Tuchmann, sobre os atos notoriamente de insensatez que certos comandantes, não importando se reis, presidentes ou simples prefeitos de cidades, cometem em tempos de crise.

Sobre insensatez, o vereador João Domingos Zimmermann (MDB), popular “Nino”, comentou:“ (…) um comparativo, encontrando um aumento do gasto mensal com material de consumo (da prefeitura de Biguaçu) de 66% de 2018 para 2019; gasto médio mensal com serviços de informática de aproximadamente R$ 182 mil, um aumento de 158%/mês comparado a 2018”.

Quer dizer, alegando queda de arrecadação e os problemas pelos quais passa o país, Ramon não faz o básico do básico: economizar, cortar gastos inúteis e reorganizar a casa.

Pelo andar da carruagem, Ramon vai deixar uma prefeitura completamente endividada. Haja irresponsabilidade!!!

 

Ramon Wollinger: haja palhaçada na administração das finanças da prefeitura de Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Jornais em Foco – Terça-feira (22/10/2019)

 

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