Natural do Jordão, bairro de Governador Celso Ramos, Martinho Waldemiro da Costa era de família tradicional da região.

Filho de Valdemiro Martinho da Costa e de Maria Cândida da Costa, nasceu no dia 27 de março de 1931.

Por viver em uma região muito pobre e numa família muito humilde, desde muito cedo começou a trabalhar na lavoura, ajudando o pai e os irmãos na lida diária. Sua vida não se limitava apenas a plantar, lavrar a terra e colher o sustento, mas também a vender os produtos nas regiões vizinhas, como Ganchos, Tijuquinhas e São Miguel.

Após a morte de seu pai, Martinho passou a morar com a família em São Miguel (Biguaçu), uma vez que sua mães casou novamente e se mudou para aquele município.

Quando moço, enfrentou a profissão de pescador por algum tempo e logo se tornou funcionário da antiga “Caça e Pesca”, órgão ligado à SUDEPE (Superintendência do Desenvolvimento da Pesca – do Ministério da Agricultura).

Na “Caça e Pesca”, colaborou com muitos pescadores na expedição de documentos ligados à pesca, o que dava a ele uma popularidade maior, visto que nem todos tinham conhecimentos das repartições públicas e nem condições financeiras para se submeter a idas para Florianópolis, onde eram feitos a maioria dos documentos.

Martinho retornou à terra natal (Jordão) na década de 1960, quando se casou com a senhora Maria Lídia Costa.

Sua popularidade o levou ao envolvimento político, vindo a se filiar a UDN (União Democrática Nacional) disputando uma cadeira  a Câmara de Vereadores no ano de 1965, sendo bem sucedido no pleito.

Eleito em 03 de outubro de 1965, Martinho Costa tomou posse na Câmara de Vereadores às 12:30h, no prédio do Grupo Escolar Dr. Aderbal Ramos da Silva, em Ganchos do Meio, sede do município Gancheiro.

No dia 04 de fevereiro de 1969, às 14 horas, no prédio da Prefeitura Municipal, na Rua Geral de Ganchos do Meio, sede do município de Governador Celso Ramos (antigo Ganchos), aconteceu a nova eleição para a escolha da Mesa Diretora da Câmara. Nesse dia o vereador Martinho Waldemiro da Costa foi eleito para 1º Secretário da Mesa Diretora.

Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, Martinho criou os 6 filhos sob os olhares da igreja que pertenceu, até sua morte no ano de 1999 quando deixou sua esposa Maria Lídia Costa e os filhos: Mario José da Costa, Ademir Costa, Valdemiro Martinho Costa, Marilídia Costa Amaral, Paulo Sérgio da Costa e Débora Costa.

Cumpriu, além do funcionalismo na “Caça e Pesca”, atividades no Palácio do Governo do Estado Catarinense e, por fim, efetivou-se na Assembléia Legislativa, onde trabalhou até seu falecimento.

 

(Texto: Miguel Simão, historiador Gov. Celso Ramos)

 

Martinho Waldemiro da Costa: MANDATO 1965 – 1970. (Foto Acervo Miguel Simão)

 

Jornais em Foco – Terça-feira (26/11/2019)