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Biguaçu pode ter 5 candidatos a prefeito esse ano. Tem o Vilson Alves (PP), que é o candidato da situação com o carimbo de representar a atual administração. Por fora corre a candidatura de André Clementino (PSL), que é o representante do governador Moisés aqui na cidade. Na oposição existe a candidatura do coronel Peres que concorrerá pelo Aliança, partido do presidente Bolsonaro. Rachando a base de sustentação do governo Ramon surge também as candidaturas de Marconi Kirch (DEM) e Ângelo Ramos (PSD). O Podemos pode lançar Alexandre Martins ou José Braz da Silveira e o MDB afirma que terá candidatura. Tudo isso somam 8 possibilidades.

Diante de tantos candidatos e a possível união de partidos para almejarem a prefeitura para 2021 acreditasse que essa quantidade deve diminuir resultando em 5 candidaturas na cidade de Biguaçu. Ainda é um número grande.

Salete Cardoso: Esse negócio de candidatura a prefeita nada mais é falácia para enganar futuros candidatos a vereadores em seu partido. (Foto Arquivo JBFoco)

PR

Essa salada de nomes e partidos credencia qualquer um a dizer que também será candidato a prefeito. Uma dessas é a vereadora Salete Cardoso que começou a alardear que também disputará a prefeitura do município pelo PR. Salete aparece em pesquisas de intenção de voto e é sempre citada como líder no quesito rejeição seguida pelo Vilson Alves.

No fundo Salete faz o que sempre fez em vésperas de eleições – dizer que é candidata a prefeita, convencer lideranças que querem ser vereador para se candidatarem em seu partido e, com isso, conseguir o número de votos suficientes para elegê-la vereadora.

Nesse ano não terá coligação na proporcional, ou seja, não terá mais de um partido ou mais coligado com outro para que a soma dos votos dos candidatos a vereadores dessas siglas elejam  vereadores com mais votos dentro dessas agremiações políticas.

A coligação proporcional era uma mão na luva para pessoas com muitos votos em comparação a outros pretendentes e com isso, usando a soma de votos de todos, ter o coeficiente eleitoral suficiente para se eleger.

 

A MALÍCIA

Vamos dar o seguinte exemplo para quem ainda não entendeu. Suponha-se que para eleger o primeiro vereador o partido precisa ter no mínimo de 2.500 votos. Então todos os candidatos desse partido têm que somar esse 2500 votos para que consiga eleger um vereador entre eles. Quem entrará é o felizardo que somar mais votos do que os outros. Quando se tem mais partidos unidos (no caso coligação na proporcional) fica mais fácil porque são mais partidos juntos para que se chegue nesse número mínimo de 2.500 votos para que entre o primeiro vereador eleito. Só que esse negócio não é mais válido nas eleições de vereadores desse ano.

O partido sozinho, sem estar unido com outro(s), terá que somente ele ter o número mínimo de votos para que começar a eleger vereador.

Logo partidos fracos com candidatos com poucos votos terão muita dificuldade para eleger vereador mesmo tendo algum pretendente que possua bastante eleitorado.

Vamos continuar no exemplo anterior. Imaginem um candidato que tenha 1.200 votos. No entanto, os outros candidatos da mesma sigla somam 1.250 votos apenas. O total de votos desse partido ficará em 2.450. Como precisa-se de 2.500 votos para eleger o primeiro, a soma de 2.450 votos que essa sigla teve não vai ser suficiente para concretizar esse objetivo, logo o candidato que teve 1.200 votos ficará de fora.

Diante disso, o alerta vermelho soou para partidos pequenos que possuem pessoa com muitos votos sem que os outros pretendentes o tenham.

Corre-se o risco de nadar, nadar e morrer na praia. Logo o desafio de siglas que se encaixam no exemplo acima é trazer pré-candidatos que tenham votos onde eles somem um número suficiente de eleitores para que o partido eleja pelo menos 1.

 

A ESTRATÉGIA DE SALETE

E essa é a realidade do PR de Biguaçu nesse ano, partido da vereadora Salete. Por isso essa falácia de dizer que será candidata a prefeita para enganar os ingênuos para não dizer outra coisa. Vamos explicar.

Dizendo que o PR terá candidatura a prefeito e, no caso, será a Salete Cardoso, esse argumento poderá convencer muita gente a se filiar nessa sigla para almejar se eleger vereador em outubro próximo. Até porque não terá a concorrência de Cardoso. Por causa disso Salete faz esse alarde todo que não passa de uma encenação para trazer ingênuo para o PR. Quando chegar a hora da decisão, no momento que os recém filiados não podem mais sair para outros partidos, Salete inventa algum problema para não ser mais candidata a prefeita e se lançar mais uma vez como vereadora. Com a soma dos votos dos ludibriados mais o dela, ela consegue o número mínimo de votos para se eleger e que se explodam os outros.

 

A ESPERTEZA

Esse tipo de situação não é novidade na vida pública de Salete. Ela está cansada de fazer isso. Basta averiguar eleições anteriores onde essa prática de Salete é fato consumado.

E esse não é mais complicado. O PR da Salete não poderá se unir a outros partidos para facilitar o alcance desse coeficiente eleitoral mínimo. E como ela não pode ir para outros partidos com condições melhores porque não é aceita ela tem que fazer com que o PR alcance o número mínimo de votos para elegê-la. Logo essa MENTIRA DESLAVADA de se candidatar a prefeita NÃO PASSA DE UMA ESTRATÉGIA repetitiva de continuar vereadora na cidade.

A VERDADE disso tudo é que quem quer ser vereador pelo PR só vai servir de trampolim para a vereança de Salete.

Se isso não procede, só o futuro dirá. Ou Salete deixa de ser covarde e se candidate a prefeita ou tudo o que foi escrito acima não passa de uma EFETIVA REALIDADE. (Décio Baixo Alves)

 

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