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Todos cargos indicados pelo “Amigo do Peito e Irmão Camarada” Douglas Borba

 

Matheus Hoffmann, que já foi sócio num escritório de advocacia de Douglas Borba, e convidado por este último, “seu Amigo do Peito e Irmão Camarada” para assumir o cargo de secretário adjunto da Casa Civil do governo do Estado de Santa Catarina, declarou que recebe três salários públicos concomitantemente, o que lhe rende R$ 17.400,00 mensais.

Essa declaração confirma dados publicados pelo deputado estadual, Alexandre Paiva, que está fazendo campanha para acabar com essa “Pouca Vergonha” do acúmulo de salários pagos pelo dinheiro público.

A informação foi confirmada por Matheus durante o depoimento que ele prestou na CPI dos Respiradores na manhã de hoje (quinta, 14/05/2020), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis.

Matheus foi convocado para prestar esclarecimentos se sabia ou não do esquema de corrupção envolvendo a compra de 200 respiradores junto à empresa Veigamed, do Rio de Janeiro, confusão esta que acabou levando Douglas Borba à exoneração do cargo de secretário de Estado da Casa Civil e respondendo a processo judicial.

No meio do depoimento em que Matheus negou qualquer conhecimento sobre o caso dos respiradores e também de certas pessoas que os deputados queriam saber se ele teve ou não algum contato, Matheus acabou falando de seus salários.

“Participo dos conselhos da Casan e Ciasc, e ainda não tenho decisão formada sobre deixar esses conselhos. Ainda vou conversar com os presidentes dos mesmos”, disse Matheus quando anunciou que já pediu exoneração do cargo de adjunto da Casa Civil.

Em seguida, falou: “Sim, eu recebo remuneração desses três cargos”.

Os cargos a que se referia era o de secretário adjunto da Casa Civil e os já citados cargos de conselheiros da Casan e Ciasc. Matheus comentou que os conselhos reúnem-se uma vez por mês.

 

“QUE TETINHA GOSTOSA”

A revelação de que Matheus recebe três salários públicos ao mesmo tempo deixou um rastro de indignação, como se já não bastasse o fato do vereador licenciado de Biguaçu, Douglas Borba, ser apontado como o líder do esquema criminoso para desviar R$ 33 milhões na compra de 200 respiradores pagos adiantados que não apareceram ainda e cujo dinheiro está com paradeiro desconhecido, pois já havia sido descontado da conta bancária.

Segundo apuração do deputado Alexandre Paiva, Matheus recebe R$ 10 mil como secretário adjunto e outros R$ 7.450,00 para reunir uma vez por mês, segundo palavras do próprio Matheus na CPI, para participar de reuniões dos conselhos fiscais da Casan e do CIASC, dois órgãos públicos.

Em suma: participando de duas reuniões por mês, Matheus colocava no bolso R$ 7.450,00 enquanto que os outros R$ 10 mil vinham do cargo de adjunto indicado pelo amigo Douglas.

Quer dizer, “numa boa”, Matheus “mamava” gostosos R$ 17.450,00, pagos pelo dinheiro público.

Se ninguém provar o contrário, antes de janeiro de 2019, quando Douglas Borba assumiu a secretaria de Estado da Casa Civil, Matheus não participava dos conselhos. Só veio a participar depois de janeiro de 2019.

Se esta informação for confirmada, ficará evidente que Hoffmann entrou nos ditos conselhos por apoio direto ou indireto do “Irmão Camarada” Douglas Borba.

 

QUESTIONAMENTOS

Tudo bem que ele receba salário por ocupar um cargo público de responsabilidade como a secretaria adjunta da Casa Civil. Porém receber mais R$ 7.450,00 para participar, apenas duas vezes por mês, em conselhos de órgãos públicos, aí é demais. Afinal de contas, não aguentamos mais pagar tantos impostos. É muito imposto e está permitindo essas aberrações, ainda mais num país com mais de 12 milhões de desempregados e, ainda por cima, numa crise da pandemia.

 

OS “AMIGOS” DO “IRMÃO CAMARADA”,  QUE NÃO É O ROBERTO CARLOS

Segundo o deputado Paiva, Douglas literalmente trouxe os “amigos” para receberem salários todos pagos pelos impostos dos catarinenses. Ou seja, os conselhos de órgãos públicos tornaram-se uma verdadeira “festerê”, sem falar dos cargos comissionados em geral. Políticos indicam seus amigos e, no caso particular de Douglas, indicou seu “grande amigo” Matheus Hoffmann.

A pergunta é a seguinte: independente se Matheus tem ou não conhecimento para dar palpites em conselhos da Casan e do Ciasc, este último, uma importante empresa de processamento de dados do governo do Estado, o fato é que, pelo jeito, o único critério para ser selecionado para receber os R$ 7.450,00 é exclusivamente o fato de ser o “Amigo” de Douglas.

Para o leitor ter uma ideia do que é um salário de R$ 17.450,00, trata-se de quase a mesma remuneração de um diplomata. A diferença é que este último passa por uma rigorosíssima seleção e, para entrar nos conselhos da Casan e Ciasc, pelo jeito, o único critério é ser o “amigo” de Douglas.

O deputado Paiva vem divulgando um cartaz apresentando os “amigos” de Douglas que vem recebendo salários.

Vale lembrar que eles não cometeram crimes. O que se está em discussão é uma falha do serviço público: se um cidadão assume um cargo no governo do Estado, nada o impede de convidar incontáveis “amigos” para assumir cargos comissionados, isto é, o cidadão aproveitar o poder do “Poder” para dar empregos bem remunerados (basta comparar com os empregos da iniciativa privada), sendo que os salários são bancados pelo contribuinte.

Aí não dá. É preciso acabar com esse “Festerê” e criar leis que não permite esses abusos!!!

 

Matheus Hoffmann recebe R$ 7.450,00 a mais para participar uma vez por mês em dois conselhos de órgãos públicos. No total, recebia R$ 17.450,00. (Foto Arquivo JBFoco)

 

 

Festerê de salários dos amigos de Douglas Borba. (Foto Deputado Estadual Alexandre Paiva)

 

VÍDEO

 

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