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Em reportagem publicada na última quarta-feira (08/07/2020) no programa Balanço Geral da rede Record os jornalistas questionaram o empreguismo realizado pelo ex-chefe da casa civil do governo do estado, Douglas Borba, dentro da gestão estadual mesmo depois de ter saído pela janela por causa do escândalo dos respiradores fantasmas que usurpou R$ 33 milhões dos cofres estaduais.

A reportagem completa o leitor poderá acompanhar na íntegra no link abaixo:

https://ndmais.com.br/noticias/denuncias-de-irregularidades-em-indicacoes-de-douglas-borba-na-scpar-e-na-casa-civil/

 

A matéria também denuncia o cabide de emprego que virou a Casa Civil para biguaçuenses.

Borba usou o cargo para mapear o governo com seus subalternos com o objetivo político.

Recentemente o Notícias do Dia (edição do dia 24/06/2020) trouxe uma lista de indicados de Douglas em cargos comissionados e o jornal ficava surpreso como um ex-secretário da casa civil (já fora do governo) que inclusive tinha sido preso no caso dos respiradores, ainda ter tantos empregos dentro da gestão Carlos Moisés (PSL).

Essa permanência da mamata pública dos indicados de Douglas Borba intrigava os repórteres da RECORD TV de Santa Catarina.

A lista é grande e o pior é que o jornal não publicou todos os beneficiados. A reportagem do ND está incompleta pois na lista estampada pelo jornal está apenas uma parte do que se tornou um literal cabide de empregos de Douglas Borba dentro da gestão estadual.

 

MAMATA COM DINHEIRO PÚBLICO

A mamata é tão grande que além de empregar aliados biguaçuenses, Borba ainda colocou alguns deles como conselheiros engordando o contra-cheque mensal.

É o caso de Matheus Hoffmann, Anísio Petry Júnior, Gabriel Loft e Thiago de Lara que mesmo sem entender do assunto acabaram abocanhando os conselhos da Casan e Ciasc – R$ 7.450,00 (Matheus), Casan – R$ 4.950,00 (Gabriel Lofy), Junta Comercial – R$ 4.500,00 (Anísio Petry) e Junta Comercial – R$ 4.500,00 (Thiago de Lara).

Veja bem, caros leitores: os valores acima são só dos conselhos que esse pessoal faz parte para participar muitas vezes de uma reunião por mês somente. Ainda tem para alguns deles, o salário mensal do cargo comissionado.

 

ABUSO DE PODER POLÍTICO

Por causa disso aqui em Biguaçu já tem partidos políticos e advogados que, assim  que houver a homologação das candidaturas do PSL municipal visando o próximo pleito eleitoral, estarão entrando com uma ação de abuso de poder político contra o partido do governador aqui no município.

Isso deve-se ao fato de alguns desses nomeados com cargos no governo estarem diretamente ligados a pré-candidatos a vereadores na cidade.

Segundo a acusação, Douglas assumiu o PSL de Biguaçu e o reformulou com ajuda de cargos para potenciais pré-candidatos caracterizando literalmente esse abuso de poder político. Com isso visava fazer do partido uma potência eleitoral para eleger o maior número de vereadores e inclusive o próximo prefeito da cidade.

 

TROCA TROCA DE PARTIDO DEPOIS DO EMPREGO DADO

Um exemplo do abuso de poder político é o caso do vereador biguaçuense Manoel Airton Pereira, popular Bilico, filiado ao PP.

Em troca de um emprego para um de seus filhos dado por Douglas Borba, Bilico mandou o seu outro filho Luan Pereira filiar-se ao PSL e ser candidato a vereador por lá. Assim Bilico traiu seu partido na cidade, que já tem um pré-candidato a prefeito, e resolveu lançar Luan, que era até então secretário de Agricultura no governo municipal, a vereador por outro partido.

Os advogados citam também o filho de um outro pré-candidato a vereador que até pouco tempo estava filiado ao PSD e tinha cargo de primeiro escalão no governo de Biguaçu. No entanto ele mudou de rumo depois que seu filho ganhou emprego no governo do estado indicado por Douglas Borba.

E a pedido de um vereador de Biguaçu pelo PSD, que estava sendo cogitado para ser candidato a vice-prefeito numa eventual dobradinha com o PSL, Borba empregou a jornalista Caroline Ramos como assessora de gabinete da Fundação Catarinense de Cultura.

Ramos já foi assessora de imprensa na câmara de vereadores e prefeitura de Biguaçu e ficou sempre mantendo-se no cargo por indicação política. Essa nova boquinha para um cargo público estadual é devido a uma grande amizade dela com esse vereador.

Outra indicada que sempre teve empreguinho público em Biguaçu foi a também jornalista Carolina Rech. Coincidentemente Rech e sua família (tradicionais simpatizantes do PP de Biguaçu) eram vistos nos encontros do PSL depois que ela conseguiu a boquinha na gestão estadual.

Para conseguir o apoio do vereador Ricardo Mauri de Biguaçu para os objetivos políticos do PSL, Borba conseguiu um emprego para Reginaldo Alves na secretaria de administração prisional com um salário de R$ 5.392,00. Alves era até pouco tempo assessor de Ricardo na câmara municipal de Biguaçu.

Outro empregado que também seria candidato a vereador pelo PSL foi Moresco Júnior que inclusive anunciou sua pré-candidatura. Mas depois do escândalo dos respiradores, Moresco pulou fora do emprego e desistiu de sua pretensão política. Hoje Moresco Júnior administra a TV Biguaçu que era até pouco tempo gerida pelo radialista Zebrinha. Esse também mandou seu filho ingressar no PSL para ser pré-candidato a vereador pelo partido até então coordenado por Douglas Borba e comprou parte da Radio Alegria, meio de comunicação na reta dos futuros investimentos publicitários do governo do Estado.

Matheus, filho de Zebrinha, anunciou sua desistência de ser pré-candidato a vereador pelo PSL depois da queda e prisão do ex-chefe da casa civil. Coordenadores da pré-campanha de Vilson Alves do PP a prefeito de Biguaçu dizem que Zebrinha tenta reaproximar-se de Alves numa reviravolta total de apoio político.

 

CARGOS EM TROCA DE APOIO POLÍTICO

Essa prática de conseguir cargos comissionados em troca de apoio político em Biguaçu é normal. Por causa disso o prefeito Ramon Wollinger não fez a prometida reforma administrativa e muito menos reduziu cargos indicados.

Administrar em Biguaçu virou dar emprego. Com isso, a família do felizardo passa apoiar o grupo político que conseguiu a boquinha pública. E assim os votos são para essa gente que acaba usando as verbas públicas usadas nos salários em troca de benefício eleitoreiro.

Usam até cargos de estagiário para engordar votos em eleições municipais.

Essa prática nociva é uma triste realidade em Biguaçu. A câmara de vereadores, por exemplo, que é maioria de apoio ao governo municipal fica calada sobre os desmandos públicos porque os vereadores da base aliada tem indicação de emprego. Muitas vezes não passam de marionetes que dizem amém a tudo que o chefe faz e diz.

Se o vereador for rebelde perde a indicação e, com isso, perde o voto dessa família que teve alguém com o emprego rifado.

Isso explica em não fazer a CPI da Cosip, que paga milhões a uma empresa amiga do prefeito sem licitação e vasculhar o enriquecimento desproporcional de certo político. Até hoje o prefeito não responde sobre a sua riqueza que surgiu depois que ele se tornou político detentor de cargos públicos.

A manobra de dar cargo em troca de apoio fez com que Wollinger acionasse  seus vereadores para eles não aprovarem uma indicação do vereador Nino com o objetivo de trazer o prefeito na câmara municipal com o intuito de Ramon explicar-se sobre o seu  crescimento econômico vertiginoso.

Essa fuga dos questionamentos deixaram todos com a pulga atrás da orelha: por que o que tem demais em um prefeito dizer para a sociedade como ele conseguiu enriquecer nesses tempos de crise?  Ninguém o está acusando de nada. Apenas a sociedade quer explicações.

Ramon perdeu na ocasião a oportunidade de se explicar e não deixar dúvidas sobre esses fatos notórios. Até porque quem não deve não teme. Lamentável se esconder com o aval dos vereadores que o apoiam por causa do peso da caneta que coloca ou tira cargos indicados por esses legisladores.

ESSA VERGONHA TEM QUE PARAR

Por causa disso, estão certos os advogados que querem denunciar o abuso de poder político. Dinheiro público dado de salário não pode ser usado para crescer partido e obter mais votos ou muito menos para esconder informações sobre enriquecimento de homens públicos.

Cargos tem que ser dados para as pessoas trabalharem em prol da sociedade e não para beneficiar um grupelho político.

Essa vergonha tem que parar.

 

LISTA 

Questionamento dos deputados Kennedy Nunes e Alexandre Paiva sobre os amigos de Douglas Borba. (Foto Deputado Estadual Alexandre Paiva)

Abaixo a lista de indicados de Douglas Borba para empregos no governo do estado. Dois detalhe: Douglas não é mais chefe da casa civil e mantém os cargos mesmo depois de ter sido preso e a lista não está completa.

Tem muito mais cargos do que esses citados pelo jornal Notícias do Dia.

 

Reprodução: Lista de Biguaçuenses beneficiados, além do emprego público, com conselhos muito bem remunerados. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Vilson Alves: pré-candidato a prefeito pelo PP. Foi traído pelo Bilico, que é de seu partido, em troca de um empreguinho político para outro filho do correligionário. (Foto Arquivo JBFoco)
Bilico: vereador do PP que mandou seu filho ser candidato a vereador pelo PSL em troca de um cargo público no governo do estado dado a outro filho. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Luan Pereira tinha cargo como secretário de Agricultura da prefeitura de Biguaçu na cota do PP, partido do vice-prefeito. Pulou para o PSL de Douglas Borba por causa de uma boquinha dada ao seu irmão na gestão estadual. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Reprodução: contra-cheque de Reginaldo Alves: outro que começou a apoiar o PSL de Biguaçu depois que ganhou emprego no governo. (Foto Arquivo JBFoco)
Moresco Júnior: ganhou emprego de Douglas no estado para ser candidato a vereador pelo PSL, mas pulou fora depois do escândalo dos respiradores. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Zebrinha: acionista da Rádio Alegria que estava nos planos de mídia do governo do estado veiculados a Casa Civil de Douglas Borba. (Foto Arquivo JBFoco)
Matheus (filho de Zebrinha): filiou-se ao PSL apedido do pai para ser candidato a vereador por lá. A queda de Douglas Borba o fizeram desistir da empolgação em querer ser candidato. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Carol Ramos conseguiu emprego na FCC a pedido de um vereador amicíssimo. A solicitação foi logo acatada por Douglas Borba que sonhava ter esse vereador como vice-prefeito na chapa com o PSL. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Ramon: também usa da prática de dar empregos em troca de apoio político. Com isso conseguiu barrar a CPI da COSIP e o chamamento de ir a câmara dar explicação sobre seu enriquecimento notório. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Vereador Nino: tentou, mas foi barrado pelos colegas, de solicitar explicações sobre o crescimento econômico do prefeito municipal. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Câmara Municipal de Biguaçu virou uma porteira aberta que tampa os olhos dos desmandos. Tudo isso porque a base aliada do governo tem indicações de empregos na prefeitura e por isso fazem que não veem nada. (Foto Arquivo JBFoco)
Caroline Rech: conseguiu uma boquinha no governo e a família (tradicionais progressistas) passaram a frequentar reuniões  do PSL de Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Douglas Borba aproveitou da amizade com o governador para mapear cargos comissionados para biguaçuenses com o objetivo de fortalecer o PSL de Biguaçu visando as eleições municipais desse ano. (Foto Arquivo JBFoco)

 

 

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