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Creio que de maneira geral quando precisamos fazer uma escolha isso implica em uma renúncia. Há pessoas bem decididas, existem os indecisos e também aqueles que têm dificuldade em decidir porque se a escolha não for a certa, ou seja, se a renúncia deveria ter sido a escolha, tudo ficará complicado ou mais complicado ainda. Lembrei do clássico filme – Tubarão, de 1975. Enquanto o chefe de polícia local acreditava que havia um tubarão matando pessoas e por isso pediu o “fechamento” da praia, uma interdição até resolverem o problema, encontrou forte resistência dos comerciantes e do prefeito.

 

A solicitação do chefe de polícia não foi prontamente atendida, ao contrário, ridicularizada. Dias depois um menino é morto pelo tubarão. Então uma cena forte. A mãe do menino, uma senhora, se aproxima do chefe de polícia e o culpa pela morte do filho alegando que ele sabia do perigo e não fez nada. E lhe dá um tapa no rosto em público. O chefe, embora houvesse alertado quanto ao perigo, recebia as palavras de uma mãe sofredora junto a uma bofetada. Havia a necessidade de um escolha e uma renúncia. Era época de férias, alta temporada, lucros importantes para aquela região.

 

Os amigos leitores sabem do que estou falando, mas sabem também que quando escrevemos precisamos levar em conta que cada leitor fará uma aplicação do que leu ou ouviu a sua necessidade e ao seu momento. Seja com a pandemia – Covid-19, ciclone, praga de gafanhotos, racismo, preconceito etc. A humanidade está dividida entre uma árdua luta pelas conquistas e pouco tempo para as usufruir. Há aí também uma escolha e uma renúncia: Uma vida mais simples e bem aproveitada ou uma louca correria com anos e anos de empenho para ser notícia quando morrer ou ainda deixar um legado. Pensei também na hipótese de a pessoa querer ser lembrada por algo grandioso, mas o que é grandioso e quem irá considerar isso grandioso?

 

A questão atualmente, além do ciclone que trouxe mortes, destruição e enormes prejuízos a Santa Catarina, ainda é: O que pode e o que voltará a funcionar? Pessoas que dão péssimo exemplo de humanidade por andarem por aí sem máscara e promoverem festas. E os “chefes de polícia”, como do filme – Tubarão, têm uma decisão importante em suas mãos. A famosa frase reflexiva de Fernando Pessoa (1888-1935), morreu ainda jovem, 47 anos, a idade que tenho hoje, mas vamos a frase: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Há interpretações importantes. Uma delas pode ser levada ao pé da letra. Navegar tem que ser preciso, precisão. Séculos atrás sem os sofisticados aparelhos de hoje os navegadores precisavam de – precisão, ou seja, um erro e poderiam morrer. Hoje, a navegação também precisa de precisão, exatidão. Viver não é preciso no sentido de não haver precisão. Ninguém pode garantir que estará vivo daqui a tantas horas, dias, meses ou anos.

 

Nossa navegação pela vida com precisão é melhor. Boas decisões trazem coisas boas. Plantamos, regamos e colhemos. Nossa vida é uma dádiva maravilhosa, um presente divino, mas não há precisão. Só há uma coisa que podemos fazer, que cabe a cada um de nós: Tomar a decisão certa quando temos diante de nós – uma escolha e uma renúncia. 

 

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Confira minhas colunas/crônicas aqui no Jornais Em Foco, desde 2009. No Portal Instituto Caros Ouvintes e faces: Deivison Cadeira do Barbeiro e Deivison Pereira. Professor de Língua Portuguesa e Literatura. Colunista. Escritor. Criador, produtor e apresentador do saudoso programa de rádio – Na cadeira do barbeiro – As entrevistas com mais de 40 comunicadores estão no Portal Caros Ouvintes- Na cadeira do barbeiro.

 

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