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Por volta das 16h da tarde da terça-feira desta semana (30/06/2020), a torre de publicidade da filial do Supermercado Angeloni do centro de Biguaçu desabou durante o temporal/ciclone que se abateu sobre a cidade naquele momento.

O desabamento da torre acabou provocando vazamento de gás e fez o teto do supermercado desabar, o que provocou o pânico e quase um cenário de guerra.

Nada contra. O desabamento foi um acidente provocado pela natureza. Quer queira, quer não, houve (ou suspeita-se que) por poucos minutos a formação de um ciclone bem em cima da cidade de Biguaçu e a torre não resistiu ao impacto.

Mas espera aí. A enorme torre do supermercado Angeloni não tinha de ter algum tipo de segurança?

Por que a pergunta? Ninguém pode construir um prédio, uma ponte ou uma torre sem que haja algum estudo prévio ou técnica de segurança na sua construção. Se isso não for feito, qualquer vento, temporal ou raio pode botar a construção literalmente no chão e, assim, há o perigo de pessoas serem atingidas e até morrerem.

No alto dos prédios, instala-se para-raios como precaução a raios. As pontes, prédios e torres têm e precisam ter a supervisão de engenheiros que fazem os cálculos adequados para que desabamentos sejam evitados.  Aliás, precisam prever a possiblidade de tempestades e, por isso, eles já fazem o cálculo prevendo isso.

Por que essa pergunta? Já imaginaram se a torre do supermercado Angeloni, ao invés de ter caído em cima da própria loja, viesse a desabar no sentido contrário, isto é, na direção da estrada lateral da BR-101?

Já imaginaram a torre desabar sobre um transeunte ou sobre algum veículos que estivesse passando no local no momento do temporal?

Repetimos: é verdade que é uma fatalidade. Não podemos prever a natureza. Mas se não houver alguma certeza ou margem de segurança para a torre do Angeloni, como é que foi permitida a instalação da mesma?

Torres gigantes têm de resistir a temporais. Ponto final. Caso contrário, torna-se um risco total permanente.

Uma coisa é construir uma torre pequena. Pode desabar, porém, justamente por ser menor, os riscos de acidentes fatais seguem na mesma proporção.

Agora se a Torre for enorme, como foi o caso da do Supermercado Angeloni, é preciso ter mais segurança porque se houver algum “azarado” por perto, é caixão na certa.

Questionar não ofende e as perguntas são:

  • A Torre do Angeloni Biguaçu tinha engenheiro responsável?
  • Na eventualidade de não haver alguma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que nada mais é do que a “assinatura” de um engenheiro responsabilizando-se pela obra, no caso aqui a dita torre, como é que, se isso for verdade (preste atenção: estamos na suposição), a prefeitura de Biguaçu não fiscalizou?
  • Se a prefeitura de Biguaçu fiscalizou e se não havia ART, como é que permitiu a dita torre? Por que não a embargou preventivamente?
  • Como é que não havias cabos de segurança na dita torre?

 

Adendo à 4ª pergunta: Explicamos: para evitar que as torres desabem, é preciso colocar cabos em sentidos diferentes para que, se a torre cair de um lado, os cabos dos outros lugares façam a sustentação da estrutura.

É verdade que existe outras tecnologias que dispensam os cabos, mas não podemos negar: se a torre do Angeloni tinha uma estrutura “segura”, esta mostrou-se tão “segura” que simplesmente desabou no temporal.  O engenheiro que fez o projeto, não previu isso quando realizou os cálculos?

Salientando mais uma vez: Engenheiro tem de prever ventos, temporais, ciclones, chuvas, raios etc.

O que não admitimos que o Angeloni construa uma literalmente “Torre de Babel”, porém que não se sustenta caso houver tempestade.

Ora, a estrutura tem de ser tão segura que consiga ficar em pé mesmo depois de tempestade. Isso tem de já estar previsto no projeto da obra. Aliás, pensamos que a torre não foi construída pelo “Zé do Bar”, mas sim por alguma empresa especializada e com o aval de um engenheiro.

Se não houver a certeza da segurança, que simplesmente seja proibida a construção. É simples assim. É um perigo permitir uma estrutura tão grande, mas que não resiste a temporais.

Por isso, voltamos a repetir a pergunta: tinha ART? Tinha engenheiro responsável?

O Angeloni deve reinstalar a dita torre, mas a pergunta que fica é: aguentará um novo temporal? Os biguaçuenses podem contar com segurança em fazer suas compras no Angeloni sem passarem pelo pânico tal como ocorreu na última terça-feira (30/06/2020)?

Esperamos que o caso não passe “batido” e os erros continuem prosseguindo como se nada fosse nada.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

Torre do Angeloni. (Foto Divulgação)

 

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