Um “fio de bigode” da Salete Cardoso tem a mesma credibilidade que se dá a teste de virgindade da Cicciolina

 

Não somos Nostradamus nem usamos bola de cristal, mas o JBFoco publicou, em 21 de janeiro deste ano de 2020, ou seja, nove meses atrás, o artigo intitulado “No fundo Salete, a candidata a prefeita para inglês ver, quer condições para se eleger mais uma vez vereadora”, texto no qual acertamos na mosca sobre tudo que a vereadora Salete Cardoso iria fazer na eleição deste ano.

Se não acredita, veja o link da matéria e olhe a data:

 

No fundo Salete, a candidata a prefeita para inglês ver, quer condições para se eleger mais uma vez vereadora

 

Ou seja, dissemos naquela ocasião que Salete iria lançar uma candidatura FALSA a prefeita só para tapear candidatos a vereador que se filiaram no PL pensando que Cardoso não iria ser candidata à reeleição como vereadora.

A partir de agora, vamos reproduzir parte do artigo de 21 de janeiro e depois o leitor pode responder se o JBFoco não previu o que iria acontecer com relação a Salete.

Confira e boa leitura:

 

O ARTIGO

O JBFoco publicou naquele 21 de janeiro de 2020: “PL-Essa salada de nomes e partidos credencia qualquer um a dizer que também será candidato a prefeito. Uma dessas é a vereadora Salete Cardoso que começou a alardear que também disputará a prefeitura do município pelo PL. Salete aparece em pesquisas de intenção de voto e é sempre citada como líder no quesito rejeição seguida pelo Vilson Alves.

No fundo Salete faz o que sempre fez em vésperas de eleições – dizer que é candidata a prefeita, convencer lideranças que querem ser vereador para se candidatarem em seu partido e, com isso, conseguir o número de votos suficientes para elegê-la vereadora.”

 

Em seguida, nesse artigo de nove meses atrás, o JBFoco explicou: “Nesse ano (de 2020) não terá coligação na proporcional, ou seja, não terá mais de um partido ou mais coligado com outro para que a soma dos votos dos candidatos a vereadores dessas siglas elejam vereadores com mais votos dentro dessas agremiações políticas.

A coligação proporcional era uma mão na luva para pessoas com muitos votos em comparação a outros pretendentes e com isso, usando a soma de votos de todos, ter o coeficiente eleitoral suficiente para se eleger.”

E fomos explicando detalhadamente esse argumento.

 

A MALÍCIA

Escrevemos em 21 de janeiro de 2020: “Vamos dar o seguinte exemplo para quem ainda não entendeu. Suponha-se que para eleger o primeiro vereador o partido precisa ter no mínimo de 2.500 votos. Então todos os candidatos desse partido têm que somar esse 2500 votos para que consiga eleger um vereador entre eles. Quem entrará é o felizardo que somar mais votos do que os outros. Quando se tem mais partidos unidos (no caso coligação na proporcional) fica mais fácil porque são mais partidos juntos para que se chegue nesse número mínimo de 2.500 votos para que entre o primeiro vereador eleito. Só que esse negócio não é mais válido nas eleições de vereadores desse ano.

O partido sozinho, sem estar unido com outro(s), terá que somente ele ter o número mínimo de votos para que começar a eleger vereador.

Logo partidos fracos com candidatos com poucos votos terão muita dificuldade para eleger vereador mesmo tendo algum pretendente que possua bastante eleitorado.”

Continuamos na época: “Vamos continuar no exemplo anterior. Imaginem um candidato que tenha 1.200 votos. No entanto, os outros candidatos da mesma sigla somam 1.250 votos apenas. O total de votos desse partido ficará em 2.450. Como precisa-se de 2.500 votos para eleger o primeiro, a soma de 2.450 votos que essa sigla teve não vai ser suficiente para concretizar esse objetivo, logo o candidato que teve 1.200 votos ficará de fora.

Diante disso, o alerta vermelho soou para partidos pequenos que possuem pessoa com muitos votos sem que os outros pretendentes o tenham.

Corre-se o risco de nadar, nadar e morrer na praia. Logo o desafio de siglas que se encaixam no exemplo acima é trazer pré-candidatos que tenham votos onde eles somem um número suficiente de eleitores para que o partido eleja pelo menos 1.”

 

A ESTRATÉGIA DE SALETE

Feito o raciocínio, passamos a analisar o caso de Salete Cardoso. Eis o que escrevemos naquele artigo de nove meses atrás: “E essa é a realidade do PL de Biguaçu nesse ano, partido da vereadora Salete. Por isso essa falácia de dizer que será candidata a prefeita para enganar os ingênuos para não dizer outra coisa. Vamos explicar.

Dizendo que o PL terá candidatura a prefeito e, no caso, será a Salete Cardoso, esse argumento poderá convencer muita gente a se filiar nessa sigla para almejar se eleger vereador em outubro próximo. Até porque não terá a concorrência de Cardoso. Por causa disso Salete faz esse alarde todo que não passa de uma encenação para trazer ingênuo para o PL. Quando chegar a hora da decisão, no momento que os recém filiados não podem mais sair para outros partidos, SALETE INVENTA ALGUM PROBLEMA PARA NÃO SER MAIS CANDIDATA A PREFEITA E SE LANÇAR MAIS UMA VEZ COMO VEREADORA. Com a soma dos votos dos ludibriados mais o dela, ela consegue o número mínimo de votos para se eleger e que se explodam os outros.”

 

A ESPERTEZA

Então, assim concluímos o artigo de 21 de janeiro de 2020: “Esse tipo de situação não é novidade na vida pública de Salete. Ela está cansada de fazer isso. Basta averiguar eleições anteriores onde essa prática de Salete é fato consumado.

E esse não é mais complicado. O PL da Salete não poderá se unir a outros partidos para facilitar o alcance desse coeficiente eleitoral mínimo. E como ela não pode ir para outros partidos com condições melhores porque não é aceita ela tem que fazer com que o PL alcance o número mínimo de votos para elegê-la. Logo essa MENTIRA DESLAVADA de se candidatar a prefeita NÃO PASSA DE UMA ESTRATÉGIA repetitiva de continuar vereadora na cidade.

A VERDADE disso tudo é que quem quer ser vereador pelo PL só vai servir de trampolim para a vereança de Salete.

Se isso não procede, só o futuro dirá. Ou Salete deixa de ser covarde e se candidate a prefeita ou tudo o que foi escrito acima não passa de uma EFETIVA REALIDADE.”

 

CONCLUSÃO

Bom! Aconteceu EXATAMENTE tudo o que previmos nove meses atrás. Salete fez exatamente isso que tínhamos advertido: que ela lançaria uma candidatura FAKE a prefeita para passar a conversa em “otários” (desculpe o termo, mas não há outro mais exato) para que estes, como candidatos a vereador pelo PL, consigam os votos do quociente eleitoral para eleger Salete mais uma vez vereadora.

O JBFoco tem alertado: cuidado com Salete. Ela é uma política cujo fio de bigode é o mesmo que acreditar em teste de virgindade da Cicciolina.

Ela promete algo hoje, mas, dentro de pouco tempo, dependendo dos interesses, simplesmente faz de conta que não promete e, ainda por cima, culpa os outros como se fossem estes quem prometeram. Entendem o tipo de pessoa?

Salete gravou um vídeo hoje (quarta, 30/09/2020) anunciando que desistiu de sua candidatura a prefeita, mas que é seu sonho um dia vir a ser prefeita de Biguaçu.

A questão é: quem são os presidentes de partidos que podem sentar-se numa mesa no futuro, doravante, nas próximas eleições municipais, para negociar acordos políticos com Salete Cardoso? Que garantias há de que Salete é de confiança?

Conforme os bastidores, Salete vem dizendo que, com a vitória de Vilson Alves nas eleições de 2020, ela terá o comando de secretárias e, com isso, os candidatos a vereador pelo PL do pleito deste ano não precisam ficar chateados: serão recompensados com cargos comissionados a partir do ano que vem.

Mas há um “probleminha”: e se Vilson Alves perder a eleição? Não que ele seja um político ruim. Pelo contrário. Não é o cerne da questão. Seu problema é que ele foi vice do impopular e incompetência prefeito Ramon Wollinger. Além de fortes adversários, Vilson também tem de enfrentar a rejeição de Ramon e o clima de reprovação contra a Velha Política desencadeada em 2018 na eleição de Bolsonaro.

Mas Salete está pouco se linchando prá Vilson. Ela quer se reeleger vereadora. Ela precisa sobreviver politicamente tal como o peixe precisa da água para respirar.

No fundo, Salete está desesperada. Os “otários” (desculpe o termo, mas deixa prá lá) perceberam que foram tapeados e reagiram.

Agora Salete torce para que os “otários” (desculpe mais uma vez) engulam mais outra vez a “historinha”, desta vez dizendo a respeito dos benefícios que terão quando “Vilson Alves chegar à prefeitura”, e consigam os votos para ela continua na câmara de Biguaçu.

A questão é simples: será que tem gente que acredita nessa historinha da carochinha contada pela Salete?

 

 

LINK da matéria de 21 de janeiro de 2020 

No fundo Salete, a candidata a prefeita para inglês ver, quer condições para se eleger mais uma vez vereadora

 

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