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O vereador de final de mandato de Biguaçu, Manoel Aírton Pereira, o “Bilico”, foi exonerado na última quinta-feira (15/10/2020) do cargo de “auxiliar de manutenção e conservação” (operário braçal). A portaria nº 2421 foi assinada pelo prefeito Ramon Wollinger.

Bilico, que era funcionário concursado aprovado num concurso público da década de 1990, respondia um processo administrativo disciplinar.

No documento da exoneração, não há informação sobre qual era a “bronca” que Bilico respondia, que irregularidade teria supostamente cometido e que provas a comissão levantou para fundamentar a demissão dele.

O fato é que Bilico foi demitido do serviço público municipal. Perdeu o emprego de “operário braçal”, se bem que há muitos anos não mais prestava serviços nessa área.

 

POLÊMICA

Vale lembrar que no início da década de 2000, no governo do então prefeito Tuta (MDB), Bilico foi questionado para assumir o serviço de braçal. Na época, havia a suspeita de que ele recebia salário, mas não trabalhava.

Quando foi exigido dele que realmente assumisse o trabalho de braçal, eis que ele foi “transferido” para a Câmara de Biguaçu, ou seja, foi “emprestado” para o poder legislativo. No entanto, quando questionada sobre qual serviço Bilico prestava na câmara para “substituir” o serviço de braçal na prefeitura, a Câmara nunca informou a respeito.

Em suma: o caso ficou elas por elas.

PROCESSO DISCIPLINAR

Ao longo dos últimos quatro anos, Bilico teve várias “broncas” acumuladas. Em 2016, mais ou menos um mês depois de ter sido reeleito vereador em Biguaçu com a maior votação na ocasião, Bilico foi preso pelo Gaeco acusado de participar de um esquema de “furar filas” em cirurgias e outros procedimentos médicos do SUS para favorecer eleitores.

No Tribunal de Contas, Bilico tinha várias “broncas” do tempo em que atuou como presidente da câmara.

Por que Bilico não se candidatou a vereador nas eleições 2020? Certamente por causa de “broncas” judiciais.

A pergunta nos bastidores: o que levou o prefeito Ramon Wollinger a cortar a cabeça de Bilico agora no final do mandato dele? Ramon não chegou até mesmo a colocar o filho de Bilico como secretário de agricultura do município? Por que essa mudança toda?

Não se sabem os detalhes, mas os fatos são os seguintes: Bilico não é candidatou à reeleição em 2020 por causa de suas “broncas” judiciais. Por outro lado, este não está apoiando Vilson Alves, candidato oficial do prefeito Ramon. E o filho de Bilico, Luan, saiu do PP para apoiar o André Clementino, do PSL, ou seja, não está pedindo votos para Vilson Alves.

Recentemente Ramon andou mandando embora funcionários comissionados indicados por Marconi Kirch, que resolveu candidatar-se a prefeito e não apoiar Vilson Alves e devolvido o médico Adriano Vicente certamente pelo fato desse não estar apoiando seu candidato. Dentro desse contexto, Bilico entrou na sua esquerda e levou a “carcada”.

Em 2021, Bilico ficará sem mandato de vereador e sem o emprego na prefeitura. Agora tem de torcer para que seu filho Luan eleja-se vereador.

Este é o “Happy End” de um político populista que, conforme dito antes, foi o mais votado quatro anos atrás.

Bilico: poder total de mexer e remexer na chefia da secretaria de agricultura. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Portaria da exoneração de Bilico da prefeitura de Biguaçu. (Foto Reprodução)

 

Bilico foi exonerado do cargo de operário braçal em 15 de outubro último. (Foto Reprodução)

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