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700 milhões de vacinas já foram aplicadas; destas, nove em cada dez foram usadas em países de renda média e alta.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que nos países ricos – de média ou alta renda –, em média, uma em cada quatro pessoas já foi vacinada contra a Covid-19. Já nas nações de baixa renda, apenas uma em mais de 500 recebeu o imunizante.

No total, mais de 700 milhões de doses foram administradas em todo o mundo, com 87% indo para países ricos. As nações de baixa renda receberam menos de 0,2%. Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que “continua existindo um desequilíbrio chocante na distribuição de vacinas.”

No início do ano, Tedros estabeleceu a meta de vacinação em todos os países. O prazo terminou neste sábado, 10 de abril. Mas 26 Estados ainda não começaram a campanha.

Desses, sete nações receberam doses e outros cinco esperam os lotes para os próximos dias. Em 14 países, a campanha ainda não começou. Alguns não integram a parceria Covax, outros não estão prontos ou planejam começar nas próximas semanas.

A Covax já distribuiu 38 milhões de doses em mais de 100 países. A iniciativa esperava distribuir quase 100 milhões de doses até o final de março, mas houve uma redução e a OMS quer recuperar o atraso até maio.

Segurança

A OMS atua ainda com seus parceiros para acelerar a produção e o fornecimento de vacinas, incluindo a revisão de mais vacinas, como as da Sinopharm, Sinovac e Gamaleya. A agência continua monitorando a segurança destes imunizantes.

No início da semana, a Agência Europeia de Medicamentos e a Agência de Medicamentos e Outros Produtos de Saúde do Reino Unido disseram que coágulos de sangue deveriam ser listados como efeitos colaterais muito raros da vacina AstraZeneca.

O Comitê Consultivo Global da OMS sobre Segurança de Vacinas revisou as informações disponíveis na Europa e em outras regiões e afirmou que uma relação causal entre a vacina e a ocorrência de coágulos sanguíneos com plaquetas baixas é plausível, mas mais investigação é necessária.

Para Tedros, a OMS e seus parceiros “continuam a acreditar que os benefícios da vacina superam o risco desses efeitos colaterais muito raros” e lembrou que todas as vacinas e medicamentos produzem risco de efeitos colaterais.

Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

 

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