Por: Ozias Alves Jr. | 09/08/2018

O aterro sanitário Tijuquinhas,  tornou-se referência nacional no gerenciamento de lixo por investir na pesquisa da decomposição dos resíduos e  na geração do biogás, informa William de Jesus Sgobbi, 40 anos, gerente do aterro situado no norte do município de Biguaçu, exatamente no km 177,5 da BR-101.

Fundado em 1989, o aterro sanitário agora tem um novo nome. Não é mais da empresa Proactiva, mas sim do Grupo Veolia, maior empresa do mundo na prestação de serviços em Águas, Resíduos e Energia.

O aterro sanitário atualmente denominado “Centro de Gerenciamento de Resíduos de Biguaçu – CGR Biguaçu”, não sofreu apenas a mudança no nome, mas também na ampliação do conceito. Não se trata mais de um aterro sanitário onde se enterra lixo segundo normas ambientais e mediante tratamento dos efluentes líquidos e gasosos, mas sim de um centro de pesquisas para transformar o lixo em fonte de energia.

Quem já era adulto em 1991, certamente lembra-se do antigo lixão de Biguaçu, situado exatamente onde hoje fica o Centro de Eventos Petry (Cepetry). Naquela mesma época, “tratamento” de lixo era jogá-lo num terreno baldio. Em Florianópolis, por exemplo, o lixão ficava no mangue do Itacorubi e, nos dias de vento forte, os motoristas tinham que desviar dos papéis higiênicos que voavam sobre a pista da SC-401.

Hoje em dia não é mais possível dar a destinação do lixo através de irresponsáveis lixões a céu aberto e, nos novos tempos, surgiram empresas focadas em dar a melhor solução ao resíduo e, entre essas empresas, a Veolia é a maior do mundo, visando fortemente a Economia Circular, Inovação e Proteção ao Meio Ambiente.

Todo lixo do município de Biguaçu e levado e tratado no CGR de forma gratuita por conta da existência deste aterro no Município.

 

William Sgobbi: gerente do aterro sanitário da Estiva, em Biguaçu. (Foto Divulgação)

Complexo do aterro sanitário da Veolia em Biguaçu. Tratamento em várias etapas. (Foto Divulgação)

Veolia investe em pesquisa para dar soluções ao lixo. (Foto Divulgação)

Estação de tratamento de efluentes da Veolia. (Foto Divulgação)

Investimento constante em segurança no trabalho. (Foto Divulgação)

 

GRUPO

O Grupo Veolia tem 165 anos de existência, isto é, no mínimo um século antes da preocupação com o meio ambiente. Vale lembrar que aqui no Brasil, por exemplo, antes da 2ª guerra mundial (1939-1945), os resíduos eram jogados na praia para a maré levar (acredite se quiser, mas é verdade mesmo!) Lixões eram o cenário comum até o início da década de 1990, isto é, quase quatro décadas atrás!!!

A empresa Veolia surgiu da ideia de que resíduo tem de ser reaproveitado, isto é, virar energia, adubo ou, se possível, matéria prima para outros produtos, seguindo a máxima do genial químico francês, Antoine Lavoisier (1743-1794), “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. ” A Economia Circular é a bandeira da Veolia no mundo todo, melhorando o acesso aos recursos, preservando os recursos e reabastecendo os recursos com foco nas cidades e nas indústrias.

 

CGR Biguaçu

A Veolia Brasil assumiu o Aterro Sanitário Tijuquinhas, agora CGR Biguaçu, onde é disposto o lixo de 23 municípios, inclusive da capital Florianópolis.

Os resíduos encaminhados ao CGR Biguaçu são de origem domiciliar (coletados pelo serviço de coleta de cada municipalidade) e não-domiciliar, aqueles originários de estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços, comerciais e industriais, entre outros, com características de classe II A, conforme NBR10004/2004 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

O aterro sanitário recebe resíduos sólidos urbanos, e utiliza a técnica de disposição de resíduos no solo, sem causar danos à saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza todos os princípios da engenharia. Atualmente no Brasil a empresa possui quatro Centros de Gerenciamento de Resíduos entre os estados de São Paulo e Santa Catarina. O CGR Iperó, CGR São Paulo, CGR Biguaçu e CGR Blumenau.

O gerente do CGR Biguaçu, William de Jesus Sgobbi, 40 anos, salienta que a empresa realiza um trabalho social na região.

São atualmente 75 funcionários diretos que trabalham no aterro sanitário, a maioria reside nas redondezas. E mais de 600 indiretos.

O CGR Biguaçu mantém Programas de Educação Ambiental. Escolas têm visitado o aterro dentro do Programa De Portas Abertas, que ocorre normalmente todas as quintas feiras.

De acordo com William, a empresa mantém constante treinamento com seus funcionários na área da segurança no trabalho. Dois são os objetivos principais: preservação do meio ambiente e segurança no trabalho, com o objetivo: Acidente Zero.

 

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