Por: Adriana Costa Alves | 24/06/2018

Afinal, somos reais brasileiros fiéis à Pátria amada, idolatrada com muita fé e orgulho na raça ou meros repetidores americanizados até a alma? Se a resposta for sim, somos brasileiros e não desistimos nunca, então porque será que os modismos e o vocabulário norte-americanos que tomaram conta do país nas décadas de 60 e 70 voltaram com força total?

Como assim? Expressões como fast-food, cyber café, happy hour, coffe break , Dj e tantas outras foram se incorporando em nosso vocabulário e em nosso dia-a-dia, isso sem falar, é claro, no repertório virtual e cibernético que fazem mais sucesso do que festa junina no dia de São Pedro.

Mas será que, comida pronta, hora feliz, pausa para o café, café cibernético e até “homem do disco”, soam mais sem graça aos nossos ouvidos do que os sucessos das expressões estrangeiras? E acreditem se quiser, mas tem muita gente por aí que mal sabe o significado do que entrou fácil pela cabeça e está saindo difícil pela boca.

E para aqueles que acham que falar bonito é falar na língua alheia, então parabéns aos norte-americanos que além de dominar e iludir o mundo com o verde do vil metal, ainda ditam fala, pensamentos e modas de outrem.

Mas brasileiro é assim mesmo, está sempre se contentando com pouco ou nada ou ainda amealhando esmolas para se sentir importante e nem é preciso muito esforço, no momento é só desvalorizar os valores da língua mãe, porque depois de tantos fast foods, as abreviaturas a que os jovens estão acostumados via comunicação cibernética, é de arrepiar os cabelos de qualquer professor de língua portuguesa, melhor dizendo, língua brasileira.

E aliás, esse pequeno detalhe faz-nos lembrar de que no início da década de 80, o boletim escolar, como era chamado na época, trazia entre suas disciplinas a língua brasileira. O que seria muito mais apropriado se assim ainda o fosse. Infelizmente, até com este orgulho brasileiro, acabaram.

E por falar em orgulho brasileiro, quantos ainda serão os jovens que valorizam e sabem cantar o Hino Nacional do início ao fim? Melhor ainda, quantos saberão cantar corretamente entendendo o significado de cada verso e de cada palavra? Bem, neste caso, poderemos estar exigindo demais da geração BBB e Coca-Cola.

E foi assim, ao longo de longas décadas que nos tornamos um país de dominados, sem passado nem cultura, e quiçá, até sem futuro. E o que esperar, afinal, de uma geração funk ostentação? Alguém tem ainda tem dúvida? Porque quem duvida é doido…

 

Adriana Costa Alves
E-mail: adrianabraille@yahoo.com.br.

 

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