Por: Adriana Costa Alves | 04/07/2018

É certo que estamos falando de Brasil e neste caso de nada se duvida e de tudo se espera. Mas a questão da segurança pública em nosso Estado tem deixado e muito a desejar. Concurso não faltou o que tem faltado é a efetivação dos concursados. Com pouco efetivo, pouco também há que se investigar.

E não é à toa que muitos casos escabrosos acabam mesmo dentro das gavetas e sem solução razoável.

E pelo andar da carruagem a situação só tende a piorar. É só lembrar que o número de bandidos já está se igualando ao da população normal em todo o país. Aqui na Grande Florianópolis pode ainda estar pior do que nos grandes centros, uma vez que se em uma megalópole como São Paulo, por exemplo, existir um bandido para cada 50 habitantes, aqui teremos um para cada 10, sem cortes nem exageros.

Se formos falar da impunidade, aí então, a vaca vai pro brejo logo de vez e fazer comparação com países de primeiro mundo, seria até covardia, mesmo assim, não podemos nos furtar, principalmente, quando as intenções são boas e os exemplos, melhores ainda. Então, vejamos.

Nos Estados Unidos: A polícia tem autonomia total e irrestrita quando o assunto é transgredir a lei. Podem atirar em bandidos e efetuar prisões e tanto a mídia quanto a população estão sempre a favor do policial e contra o bandido.

No Brasil: A polícia ganha um prêmio se conseguir prender bandidos sem dar um tiro sequer. Se por ventura atirar, precisa se explicar muito para não perder o emprego e se tornar alvo da mídia, defensora fiel e irrestrita de meliantes.

Nos Estados Unidos: O bandido que atirar em um policial, mesmo que o tiro não seja fatal, ainda assim, o cidadão do mal, é condenado a prisão perpétua por ter colocado em risco a preciosa vida de um policial.

No Brasil: Os bandidos caçam os policiais, matam, e nada acontece ou quase nada. E talvez a mídia se dê ao trabalho de fazer uma pequena reportagem sobre o caso, quando não apenas uma pequena nota e nada mais.

Nos Estados Unidos: O policial ganha salário digno e os presídios de segurança máxima ficam afastados das cidades, de onde os presos só conseguem sair após o cumprimento de toda a pena e quando ela é perpétua a saída é dali para o cemitério mais próximo.

No Brasil: De segurança máxima, só o nome, porque os presos entram e saem como se morassem em albergues. Cumprem um terço da pena, isso quando são presos e o salário do policial, como já dizia nosso saudoso professor Raimundo Nonato: ó! E não é preciso dizer mais nada.

 

Adriana Costa Alves

E-mail: adrianabraille@yahoo.com.br

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