Por: Adriana Costa Alves | 19/03/2018

Menos para os professores que tampouco são bem formados e valorizados. E as faculdades de “fundo de quintal”, continuam fazendo sucesso e funcionando a pleno vapor, formando analfabetos funcionais e depois jogando-os a la vonté no mercado de trabalho.

Uma vez em sala de aula, imaginem estes professores, trabalhando na tenra formação de nossas crianças? E esta semana, um fato me chamou muito a atenção, quando observei uma professora de educação infantil falando errado. Vejam bem, o fato chamou-me a atenção, no entanto, não causou-me admiração e justamente por não ser este um fato raro ou isolado.

Desnecessário dizer que a professora atua na rede pública, porque na rede particular, onde os pais pagam mensalidades a peso de ouro, a peneira, melhor dizendo, o processo de admissão dos profissionais da educação, funciona bem melhor. E este é um dos motivos pelos quais muitos pais, matam-se a trabalhar na tentativa de oferecer aos filhos um estudo de qualidade.

Em países como a Alemanha, a França e os Estados Unidos, por exemplo, onde o salário do professor só perde para o do médico, a educação pública está sempre a frente da particular com professores BBB, bem formados, bem pagos e bem valorizados. E só para se ter uma idéia, na Alemanha o professor mais bem pago é justamente o de Educação Infantil.

Enquanto isto, aqui no Brasil, quanta diferença hein?!? E a “nata” dos professores continua sendo os universitários. Os governantes esquecem da educação básica e fundamental que como o próprio nome já diz, é a base, o fundamento, os alicerces de uma sólida construção para toda uma vida escolar porque ninguém chega a “doutor” sem passar antes pelo professor.

E é justamente sobre o professor dos anos iniciais que recai a maior responsabilidade. Inaceitável a desvalorização que vem sofrendo a nossa educação. E se os profissionais são formados sem qualidade, que qualidade terão eles a oferecer às nossas crianças? Se tivéssemos salários justos, condições adequadas de trabalho, qualidade nas faculdades e alto rigor no momento da contratação destes profissionais, com certeza, o tropel dos cavalos seria outro… Mas aquele que não quer valorizar o justo também não pode exigir o justo. E quanta injustiça…!

Adriana Costa Alves

 

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