Por: Adriana Costa Alves | 17/07/2018

O bicho come. E tal qual o refrão da música, a falta de mobilidade urbana, ou melhor dizendo, a luta pela sobrevivência no trânsito continua sendo assunto de nossas reportagens, editoriais e principalmente daqueles que trafegam sem paz todos os dias pelas BR’s, avenidas, ruas e esquinas das cidades.

E esta já é uma estressante realidade presente em praticamente todos os estados e cidades do nosso país. Aqui mesmo em nosso município, onde o fluxo de carros cresceu  assustadoramente nos últimos anos, é normal vermos pessoas reclamando de engarrafamentos no centro da cidade todos os dias, principalmente em horários de pico.

Para tanto, a Secretária de Desenvolvimento Urbano e Transporte da Prefeitura, já pensa em medidas que devem ser tomadas no sentido de melhorar a mobilidade urbana em nossa cidade, como por exemplo, instalação de um semáforo, bem em frente à Caixa Econômica Federal, onde o fluxo de veículos não dá trégua. A Secretaria também está trabalhando em projetos que envolvam ciclistas e pedestres como a construção de guard rails e ciclovias. Afinal, estes também fazem parte do grande grupo de risco de prováveis vítimas do trânsito infernal.

Porém, dentro de todo este contexto, faz-se necessário lembrar que para que as obras saiam do papel são necessários tempo e recursos. Afinal Roma não foi construída em um dia, mas com um pouco de paciência e muita perseverança, aos poucos, os trens hão de entrar em seus devidos trilhos. O importante é saber que não há apenas preocupação, mas projetos e empenho para realizá-los.

Mas saindo um pouco de Biguaçu, onde em breve poderemos avistar uma luz no fim do túnel, vamos encontrar nosso município vizinho, São José, em praticamente estado de calamidade pública. São filas e mais filas em quaisquer horários e para qualquer lado que se vá. Em dias de chuva, por exemplo, nem há o que se comentar, tamanha desordem e caos no trânsito. Alertas não faltam, mas os anos passam e nada é feito, ao contrário, o problema só se agrava e cresce mais rápido do que bola de neve.

Agora, saindo um pouco de São José e indo para a Capital do Estado, mais precisamente na rota do paraíso das praias, aí então, a dose é pra leão. Congestionamentos pra lá de quilométricos e por mais cedo que você saia de casa, chegar ao destino escolhido, antes das onze da manhã está totalmente fora de cogitação. Mas com boa dose de paciência o lazer ainda espera.

E quando o assunto é o trabalho? E a exemplo, aliás, péssimo exemplo da megalópole São Paulo, aqui também, grande parte da população que faz uso das vias expressas para chegar ao trabalho, já está precisando sair de casa, com um bom tempo de antecedência se não quiser se atrasar. E nesta conta infinita e tediosa, já tem de estar descontados não apenas o trânsito anormal de todos os dias, mas também os dias de chuva e os acidentes de percurso que não são raros.

Mas no fundo, no fundo, o que fazer de um país quando o povo também não colabora e nem no dia nacional sem carro, as pessoas deixam o carro? E assim vamos vivendo em nossa selva de pedras e de carros, onde não há que se correr e nem onde ficar, apenas aguardar, aguardar…

Adriana Costa Alves

E-mail: adrianabraille@yahoo.com.br

 

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