Por: Amanda Arruda | 05/06/2018

Autorretrato

 

Minh’alva tez brilha em noite escura,

E em minha face residem estrelas

De luz ofuscante em calma loucura

A ponto de não ser possível lê-las.

 

Meus olhos têm doce mel contido,

E meu sorriso é inteira mandala,

Meu lábio sopra um poema a ser lido

Na nuvem bela para libertá-la.

 

O soerguer não vê o passar dos anos,

E em meu retilíneo vive a minha arte,

A voz é pôr-do-sol em tons sopranos,

De poesia as falanges vão falar-te.

 

Minhas pernas seguem o caminho certo,

De relva e brasa é feito meu cabelo:

Faça-te do meu poema mais perto

Para que enfim tu bem possas lê-lo.

 

Minha mente é livre como o vento

E minhas veias são feitas de pétala;

E se não houver amor aqui, invento,

Para minha guerra interior, matá-la.

 

Quiçá miúda e realmente reta,

Não há problema no que te falo:

É porque papai era poeta

E fez bom soneto ao metrificá-lo.

 

Amanda Arruda

05/2018

 

(*) Amanda Arruda, 17, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.

 

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