Por: Amanda Arruda | 23/06/2018

A Nova Auschwitz

 

Escuridão infinda assim corrobora

Com o meu fim que está para ser agora,

De amargo âmago que dói sem medida:

Entre essas grades, perdi minha vida.

 

Sem alimento nem afago, eu me afogo

Numa agonia imensa de todo esse jogo,

Que destrói a humanidade e a inocência

De quem personifica a paz na essência.

 

Roubaram-me a infância e vivacidade,

Roubaram a pureza e toda a santidade,

Roubam-me o sorriso, ninguém se revolta:

Em meio ao verde, gols, e é o que importa.

 

Que mundo infeliz, sem amor nem pena

De um pequeno anjo em dura cadena.

Que mundo cruel, mundo indecente,

Ninguém vê as lágrimas de um inocente.

 

 Obs:  A escritora biguaçuense, Amanda Arruda, escreveu este poema em protesto à atitude do presidente norte-americano, Donald Trump, de assinar decreto autorizando que crianças filhas de imigrantes ilegais presos nos Estados Unidos sejam separadas de suas famílias e “encarceradas” em abrigos. Para Amanda, estamos diante de uma nova Auschwitz, o terrível campo de concentração nazista da 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

(*) Amanda Arruda, 17, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.

 

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