Por: Amanda Arruda | 14/06/2018

Vá, meu bem. Fale que ama. Não se deixe levar pela frieza do mundo que quer te forçar a não ser si mesmo, que quer reprimir todas as coisas boas que você guarda no coração. Ou melhor, talvez a palavra mais adequada não seja “guarda”, mas sim “leva”. Levar bons sentimentos e boas emoções é algo muito diferente de guardá-los. Até porque essas coisas não merecem ser guardadas. Não se encarcere dentro do seu próprio eu. Isso seria sacrilégio.

Vá, meu bem. Olhe nos olhos. Elogie o sorriso. Entregue um poema. Pergunte se chegou em casa com segurança ou se passou bem à noite. Diga que o cabelo dela (ou dele) está lindo, fale que ama a cor de sua pele, porque o afeto está nos pequenos e singelos atos. Não tenha vergonha do que sente. Não finja que não tem um sentimento o qual você sabe que é verídico. O amor precisa de asas, não precisa de algemas.

Vá, meu bem. Mande rosas brancas, vermelhas, amarelas. Não importa. Escolha o que você sabe que expressa com maior proximidade e clareza aquilo que você está sentindo. Diga que sente. Mesmo que tudo acabe em fracasso. Mas você não pode abdicar da sinceridade. Não minta para o próprio coração. Mentir para ele, é mentir para si próprio, e fazê-lo é jogar o tempo pela janela.

Vá, meu bem. Segure sua mão, abrace, beije no rosto, na testa. Demonstre carinho sem medo de ser feliz. O alvo do amor, não importando quem seja, verá em teus olhos todo o teu afeto. O amor é jogo de interesses, não de desinteresses. Não sucumba à frieza do mundo, porque em algum momento você verá sua alma presa na eterna hipotermia.

Vá, meu bem. Faça ferver o seu tálamo e deixe teu coração batendo forte. Se duas almas querem amar, não há motivos para acabar com a esperança de tal realização. É nos sorrisos sinceros, nas trocas de olhares, nas mãos dadas, nos abraços quentes e nos versos sentidos que reside a recíproca e o amor verdadeiro. Não torne o amor um jogo de frieza. Não o afaste daquilo que ele nasceu para ser. Seja si mesmo para que o amor possa ser si mesmo.

(*) Amanda Arruda, 17, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.

 

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