Por: Amanda Arruda | 20/03/2018

 

Todas as noites, antes do adormecer, realizo a reza do terço. Promessa minha perante Deus. Cada um com seus rituais. Nada faço por interesse, apenas gosto de agradecer ao Papai do Céu por ter chegado aonde cheguei. Essa é uma dívida que eu, afinal, aprecio ter. Por questão de merecimento. Creio eu que merecia estar endividada com Ele.

Então eu rezo: começo pelo “Creio em Deus-Pai” e, em seguida, vou à reza do “Padre-Nosso”. No “Padre-Nosso” eu me atrapalho mais, não pelo fato de desconhecer a oração, mas sim pelas reflexões que teimam tomar conta da mente no momento de rezar.

Mas eu rezo: “Pai Nosso que estais no céu, Santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino…”. Pausa. É aí que brotam os pensamentos. Creio eu já ter sido agraciada com a estada no reino de Deus. Tão somente pelo privilégio de ter conseguido estar aonde estou. Acredito que esse reino é aqui mesmo. E a recompensa veio por ter percorrido a estrada que Deus me ordenou.

Obrigada Pai. Por ter me abençoado com esse presente. Por ter feito com que Vosso reino coincidisse com o meu. Por ter feito de mim alguém endividada convosco. E esta é uma dívida que quanto mais eu pagar, mais estarei devendo. Mas para mim, é questão de honra.

 

(*) Amanda Arruda, 16, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.