Por: Amanda Arruda | 14/09/2018

Poema à Florbela Espanca

 

Ó Florbela d’Alma Espanca,

Ó bela flor que espanca a alma,

Singela como a rosa branca

Naquela cova que te trouxe calma;

 

Por que foste, ó Lusa Senhora?

Que fim triste levou tua vida!

Quem levou a tua essência embora?

O que te fez estilhaçar, suicida?

 

Cristalino vaso dum teu poema

Na forma, no termo, no abraço,

Verso que acolhe a dor extrema,

Por que não fez-te forte como aço?

 

‘gora tua vida sem reviravoltas,

Jaz eterna em nosso coração,

Porque tu, Senhora, me revoltas,

N’antropofagia do sim pelo não.

 

Mas teu verso será para sempre,

N’eternidade dos teus e nossos dias,

Farto de luz, amor p’ra que te lembre

Da beleza qu’eram tuas poesias.

(*) Amanda Arruda, 17, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.

 

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