Por: Ozias Alves Jr. | 05/11/2018

Assisti no You Tube ao vídeo intitulado “

” por inteiro para não ter dúvida com relação à crítica que irei publicar aqui.

Aos 18 minutos, o sr. Clayson (ignoro seu sobrenome) confessa: “eu não li o livro inteiro”. Aos 23, ele assim classifica “Esta merrrrrrrda de livro”.

OK! Nada contra os xingamentos. Mas espera aí! Como é que se pode dar opinião sobre o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” se ele mesmo, o crítico, confessa que não o leu? Já viram uma coisa dessas? Classificar uma obra como uma “m….” se não se deu ao trabalho de, pelo menos, ter lido-a por inteiro?

O que chama a atenção neste vídeo é que, em nenhum momento, o cidadão apresenta algum trecho dos artigos de Olavo esmiuçando-os ad extremis para analisar como o pensamento foi apresentado e se o mesmo não entrou em sérias contradições de lógica.

Por exemplo, ele poderia dizer: “neste trecho publicado na página tal em que Olavo aborda a teoria X, ele está completamente enganado, pois, ao contrário do que ele afirmou, o autor tal não afirmou isso em momento algum em toda sua obra, mas isso aquilo e isso põe por terra o argumento de Carvalho.”

Uma crítica séria é feita assim, analisando ponto a ponto tal como se fôssemos analisar o conjunto de tijolos que forma uma construção através de uma análise estrutural.

Clayson deveria esmiuçar algum ponto, mostrar onde Olavo errou, em que cometeu “erros grosseiros”, onde a análise dele tem alguma falha GRITANTE etc.

Clayson não mostra nada disso. Certa vez o próprio Olavo, em uma palestra a uma universidade em São Paulo, comentou que, em toda sua vida, nunca teve um escrito seu, uma análise sua ou uma ideia que tivesse apresentado, em que houvesse uma CONTESTAÇÃO baseada exatamente no que ele falou.

Foi justamente o que ocorreu aqui do vídeo/crítica de Clayson, que chama textualmente o livro de “merrrrrrrrda” (com ênfase na pronúncia do “r”), sem mostrar onde estão as “fezes” desse livro.

Vale lembrar que existe uma tal de “análise de fezes” em que o laboratorista analisa com microscópio e com alguns produtos químicos, certos micro organismos presentes na “porcaria” cuja presença sinaliza possíveis doenças de quem defecou.

Ora, se o pensamento de Olavo é uma “m…..”, então que faça o devido exame de fezes para mostrar as “doenças” do pensamento desse homem “idiota” que escreve só “m…..”

Agora xingar o livro por xingar não quer dizer absolutamente nada. Criticar o jornalista Felipe Moura Brasil, o qual chama de “Olavete”, pelo “crime” de ter reunido os artigos de Olavo, mostra que o sr. Clayson não esconde uma certa inveja tanto do talentoso jornalista que fez o hercúleo trabalho de reunir os artigos como também do próprio homenageado, Olavo de Carvalho.

 

Claro. Clayson chegou a comentar como é que a revista Veja teve a coragem de contratar Felipe Moura Brasil só porque este último foi o “editor” do livro de coletânea de artigos de Olavo de Carvalho?

Ué?! O Felipe Moura Brasil cometeu algum crime e, por isso, não merecia trabalhar na Veja? Por que ir por esse caminho para desqualificar a obra? Não é mais direto ao assunto desqualificar o livro apresentando os trechos com os erros ABSURDOS cometidos por Olavo do que atacar o jornalista que só fez o trabalho de reunir os artigos? Que é isso?

Por outro lado, se Clayson tiver capacidade intelectual para empreender um trabalho desses, poderia até mesmo escrever um livro “As Idiotices do Autor de “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”. Será que consegue mostrar por A+B+C+D os “erros” do pensamento de Olavo e denunciar com rigor metodológico a extensão da “idiotice” de Carvalho? Será que ele consegue mostrar que Olavo é um “idiota” ultrapassando a fronteira dos xingamentos? Será que mostrar, à luz da ciência e da análise clínica laboratorial, se for o caso, a “m…” do pensamento do “idiota” Olavo?

Clayson não poupa xingamentos contra a obra ao classificá-la de “livro porco”, “malfeito”, “sem sentido”, “teoria da conspiração”, “ridículo” e “deprimente”.

Maravilha. Parabéns!!! Talvez a raiva do sr. Clayson contra o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” esteja no fato de que Olavo descreveu tipos como ele próprio, os cidadãos que criticam os outros, mas não esmiúçam a obra, mas partem logo para os xingamentos, pois assim é mais fácil de ganhar fama. Se não consegue escrever e apresentar uma obra de envergadura, então que se use o caminho fácil do xingamento pelo xingamento. É o famoso “tentar ganhar no grito”.

Lamentável, mas fazer o quê?!

 

Ozias Alves Jr (Jornalista) reportagemjbfoco@gmail.com. Biguaçu (SC)

 

 

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