Por: Ozias Alves Jr. | 01/10/2018

Neste fim de semana, circulou a revista Veja com uma notícia “bombástica”: a de que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas de intensão de votos, teria furtado um cofre, que se encontrava dentro de uma agência bancária no Rio de Janeiro, com joias da ex-esposa em 1998, como “vingança” contra ela durante um ruidoso divórcio.

Nada contra a Veja. Tem mais é que investigar e denunciar. Toda a denúncia da revista, conhecida por sua excelente equipe de repórteres “fuçadores” e redação primorosa, é baseada em documentos oficiais, isto é, o processo de divórcio em si. A revista não fez a denúncia do nada. Pelo contrário. É baseada em documentos, entrevistas, enfim, investigação.

OK! Realmente nada contra. Mas espera aí. Por que não fez essa investigação antes das eleições? Por que justamente no meio das eleições?

A resposta é muito simples: é preciso destruir Bolsonaro do jeito que for possível se a facada não deu certo. Afinal de contas, se Bolsonaro vencer, será uma catástrofe não só para o PT como também para o PSDB, MDB e outros partidos da Velha Política. O “perigo” é que Bolsonaro, não tendo compromisso com ninguém, pois os grandes partidos tradicionais não se aliaram a ele nesta eleição, estará livre, se eleito, para investigar e denunciar crimes cometidos pelos antigos políticos ao longo dos últimos 30 anos.

Enfim, o “Sinal Vermelho” foi aceso quando Bolsonaro falou que, se eleito, irá abrir os cofres do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Essa investigação não só vai atingir políticos como também importantes empresas do Brasil. Não se sabe com exatidão, mas será que o grupo Abril Cultural, que publica a revista Veja, também não foi socorrida nos últimos anos com recursos do BNDES? Se foi, se a história não for “intriga da oposição”, isso não explica toda sua virulência contra Bolsonaro transformando um caso de divórcio quase que no mesmo peso de um Mensalão e um Petrolão, casos de corrupção que envolveram o desvio de BILHÕES e que, no fim, culminaram a crise econômica que ora vivemos?

A rede Globo não perdeu a oportunidade. Divulgou a reportagem da Veja em detalhes, em todas as minúcias, em seus telejornais. Também não há problema algum. A população tem de saber o que aconteceu no passado de Bolsonaro.

Mas o que é lamentável é a Globo ter “dois pesos, duas medidas”.  Por quê? Na eleição presidencial de 2010, a revista Época, do grupo Globo, publicou uma reportagem sobre o passado sombrio de Dilma Rousseff, então candidata escolhida por Lula para sua sucessão. Na juventude, na década de 1960, Dilma atuou como guerrilheira em grupos armados comunistas. Ela atuou em assalto a bancos, roubos, sequestros e pesa contra ela a acusação de ter, num tiroteio, matado um soldado do exército. O interessante é que o processo que levou Dilma a alguns anos de cadeia simplesmente sumiu logo que ela foi anunciada candidata.

Na época, a TV Globo não apresentou a história em seus telejornais e muito menos produziu um Globo Repórter sobre essa reportagem muito importante, pois seria uma reflexão sobre a atuação dos grupos guerrilheiros que declararam guerra ao país.

Qual o problema de revelar à esmagadora maioria da população o passado “guerrilheiro” de Dilma?

Por isso, não foi exagero citar o ditado “Dois Pesos e Duas Medidas”. Briga de divórcio de presidenciável tem destaque total, mas o passado negro de uma ex-presidenciável envolvendo assaltos, roubos e assassinato(s) não mereceu uma única vírgula nos telejornais da Globo.

Que interessante!

 

Ozias Alves Jr

ozias@jbfoco.com.br

 

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