Por: Ozias Alves Jr. | 25/09/2018

Recentemente presenciei a cena de um jovem que veio pedir emprego numa empresa do centro de Biguaçu. Precisa dizer o nome? Claro que não, né?!

Comunicativo, o jovem comentou que está desempregado novamente e teme ficar mais um tempo no “sufoco”, ainda mais que é casado e pai de um filho pequeno.

Lá pelas tantas, um cidadão que presenciou a cena disse-lhe que, tal como o jovem, há milhões de desempregados no Brasil atualmente e tudo isso foi culpa de “Lula” e dos erros de 13 anos de governos do PT.

E assim assisti não uma discussão, mas a divergência de ideias que atualmente o Brasil vem presenciando. Para o jovem desempregado, Lula não foi o culpado do desemprego. Pelo contrário, foi de Dilma. E no final, acrescentou que, se Lula for candidato novamente, votará nele porque “no tempo dele, a gasolina era bem mais barata.”

O que dizer a respeito? Presenciei isso e fiquei na minha. Fiquei matutando cá com meus botões: como o povo brasileiro foi maltratado por sucessões de governos medíocres que não fizeram o óbvio: oferecer uma educação de qualidade, zelar por uma economia saudável e geradora de empregos, gerar o desenvolvimento em todos os seus aspectos.

O Brasil colhe os frutos de tanta negligência mesclada de corrupção e mediocridade ao ponto de Roberto Campos (1917-2001) ter cunhado a síntese suprema de toda essa ópera-bufa: “a burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor.”

Basta dar uma olhadela no facebook para vermos que o Brasil anda mal. A quantidade de gente que simplesmente não consegue escrever duas linhas sem conseguir concatenar duas ideias simples é impressionante.

O JBFoco tem sido criticado nas redes sociais, o que não é novidade. Mas é impressionante constatar que a maioria de nossos críticos simplesmente não consegue apresentar argumentação analisando exatamente o que escrevemos, mas sim atacar-nos sobre questões que não abordamos. Seria algo como a gente falasse que é necessário promover uma campanha de prevenção ao vício do tabagismo e sermos criticados por apologia à maconha, sendo que este não foi o foco do artigo.

O exemplo está longe de ser exagerado, pois expressa exatamente o teor de muitas das críticas que temos sofrido.

O que fazer? Lamentar a falta do elementar: o investimento em educação pública de qualidade. O Brasil precisa de investimentos nesta área, pois, do contrário, não sairá de sua condição de Terceiro Mundo. Lamentável!

 

 

 

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