Por: Wagner França | 27/11/2017

Em 1989, o então presidente José Sarney destituiu toda a diretoria da BR Distribuidora, que é controlada pela Petrobras. O motivo: desfalque de US$ 20 milhões.

Em 1990, Motta Veiga que presidia a Petrobras é exonerado do cargo. O motivo: PC Farias solicitou que a empresa emprestasse US$ 40 milhões para a Vasp. Como Motta Veiga não aceitou, o então presidente Collor, amigo íntimo de PC Farias, determinou sua saída da presidência da companhia.

Em 1996, o memorável jornalista Paulo Francis, que sempre desassossegava críticas às empresas estatais, denuncia comportamentos de corrupção dentro da Petrobras.

Em 1998, FHC baixou o decreto 2745/98, que desobrigava a Petrobras de seguir a lei das licitações. O procedimento passou a ser “simplificado”, no que gerou a festa das empreiteiras, que atualmente são acusadas de corrupção em um cartel que deu um prejuízo de R$ 20 bilhões para a Petrobras.

Em 2014, Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras desde a época da denúncia de Paulo Francis, foi condenado por corrupção na empresa. Ele firmou a maior delação premiada, que envolve Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, ao mesmo tempo, que se compromete em devolver R$ 182 milhões.

Neste ano, a OMC (Organização Mundial do Comércio) com sede em Genebra, divulga que a Petrobras tem uma dívida de US$ 125 bilhões e é a empresa de petróleo mais endividada do mundo.

A companhia acaba de pegar um empréstimo de US$ 1 bilhão com o banco britânico Standard Chartered e anuncia vender ativos que somam US$ 21 bilhões.

No mês passado, Pedro Parente, que preside atualmente a companhia, afirmou que a conclusão para alavancar a empresa, será a venda “o mais rápido possível” da BR Distribuidora.

Diante da queda do petróleo em todo o mundo, as maiores empresas petrolíferas cortaram os investimentos e limitaram as sondagens, consequentemente, motivaram demissões.

Não será diferente no Brasil, aonde a má gerência da empresa em vínculos amplos de corrupção, chegaram à foz da vergonha mundial.

Uma empresa que sempre buscou petróleo nas profundezas do oceano foi devorada pela falta de refinaria dos seus responsáveis.