Por: Ozias | 11/08/2017

O rio Carolina, que faz a divisa de Biguaçu e São José, está mais assoreado do que há um ano e continua sendo um “esgotão”. O mau nauseabundo que exala o local não nos deixa a impressão de tratar-se de um “exagero”. No meio do mau cheiro e do perigo de novas enchentes, moradores do bairro Bom Viver solicitam, mais uma vez, a canalização desse rio.

Hamilton Pedro Rodrigues, 65, dono do bar do Tinho, situado ao lado do citado rio, às margens da ponte que liga São José com a rua João Luiz Duarte, a entrada do bairro Bom Viver, está preocupado.

“Basta chover que enche tudo. Na última enchente, o rio ficou mais assoreado. Não fizeram a limpeza e surgiram vários bancos de areia no leito”, conta Hamilton.

O esgoto, tanto do bairro Bom Viver como da parte de São José, é jogado sem tratamento no citado rio que, nos séculos XVIII e XIX, era chamado de “Quebra-Cabaços”.

Se não bastasse o mau cheiro, o local virou um “lixão”. São restos de material de construção, móveis, lixo doméstico, entulhos dos mais diversos e tudo isso “completado” com mato alto.

Por ser um rio que divide dois municípios, não se sabe a quem se deve recorrer: se à prefeitura de Biguaçu ou à de São José. Vale lembrar que há também a questão do licenciamento ambiental, isto é, se a prefeitura de Biguaçu resolvesse- ela mesma- fazer a canalização do rio, seria obrigada a se entender com a prefeitura de São José e também com os órgãos ambientais como Fatma e Ibama.

PREFEITURA

A reportagem do JBFoco tentou contato com o secretário municipal de obras de Biguaçu, José Silveira, o “Zé dos Fundos”, mas não conseguimos.

O jornal aguarda o retorno do secretário para saber qual providência irá ser tomada para a questão do rio Carolina, se bem que, de antemão,  por tratar-se de um rio, a opção “canalização” é quase que impossível. Demandará uma autorização especial com projeto de engenharia específico.

Na realidade, é preciso um trabalho de instalação de esgoto e desassoreamento, o que demandará um amplo projeto de obras e ações na região.

Em todo o caso, o assoreamento, o lixo e o mau cheiro continuam.