Por: Ozias Alves Jr. | 08/07/2018

RECORDE

O site do Jornal Biguaçu em Foco teve mais de 200 mil acessos nesse primeiro semestre de 2018.

É um recorde sem precedentes. Isso equivale a mais de 33 mil acessos mês. Jamais o papel chegaria a tanto.

Mas tudo isso faz parte de um projeto audacioso do JBFoco, que é atingir todos os cidadãos da comarca de Biguaçu que possuem whats app. O nosso site está em funcionamento em apenas 8 meses e já é audidato pelo google analytics, a página de internet de notícias mais acessada da comarca de Biguaçu.

No futuro, em apenas um simples clicar, todos saberão o que acontece na comarca de Biguaçu. Isso deve-se a credibilidade das reportagens por que quem lê jornal lê verdade.

 

“SOLTURA” DE LULA

O domingo (08/07) foi “eletrizante” em todo Brasil com a divulgação da notícia da decisão de um desembargador plantonista chamado Rogério Favreto de mandar soltar o ex-presidente Lula da prisão.

O caso gerou uma literal briga entre o juiz Sérgio Moro e o desembargador Favreto.

O juiz Sérgio Moro alegou que Fraveto não tinha competência para soltar Lula. Alegou que essa decisão só poderia ser dada pelo colegiado do TRF-4. Favreto não concordou e mandou soltar Lula imediatamente.

Foi então que João Pedro Gebran Neto, desembargador federal relator dos processos da Lava Jato, entrou em ação e, no meio da tarde, determinou o alvará de soltura expedido por Favreto não fosse cumprido, isto é, o ex-presidente Lula não poderia ser solto.

Até o fechamento desta edição, o caso repercutia e a população aguardava alguma reviravolta no caso.

 

INCERTEZAS

Independente se Lula foi ou será solto, o caso mostra a guerra interna na Justiça e a incerteza com relação ao futuro da Lava Jato.

Está mais que explícito que há uma pressão para acabar com as investigações que explicitaram a imensa rede de corrupção em todos os níveis que assolam a administração pública no Brasil.

O recente episódio da concessão da liberdade a José Dirceu, condenado em 2ª instância no caso Petrolão e pela 4ª instância (leia-se o próprio Supremo Tribunal Federal) no caso Mensalão, foi um “Escândalo”.

 

JUÍZES DE PASSADO PETISTA JULGANDO PETISTAS

Pensando bem, é uma enorme e gigantesca contradição uma decisão dessa envergadura ter sido dada por um ministro como Dias Toffoli, que, quer queira, quer não, era ex-subordinado do ex-ministro petista, José Dirceu, no primeiro mandato do presidente Lula (2003-2006). Além disso, Toffoli foi advogado do PT.

Acabou indicado em 2009 para ser ministro do Supremo. Detalhe: nunca foi juiz de Direito. Prestou duas vezes prova para juiz entre 1994 e 1995 e foi reprovado em ambas. Mesmo assim, mesmo com um currículo jurídico tão fraco (parece que até nunca escreveu uma obra jurídica, que dirá uma biblioteca sobre o assunto) acabou nomeado juiz da Suprema Corte. Só mesmo no Brasil!

E agora, com o caso da repercussão da decisão em prol da soltura do ex-presidente Lula, outra constatação: o desembargador Rogério Favreto, que decidiu dar o habeas corpus, foi filiado do PT por quase 20 anos (!!!), isto é, entre 1991 a 2010, segundo a Folha de São Paulo.

Como assim? Como uma pessoa dessas pode proferir alguma decisão judicial quando o assunto envolve interesses do PT? Não é no mínimo problemático? Não existe uma regra no tribunal que o juiz pode ou deve ausentar-se de um julgamento se o réu lhe é próximo?

Um juiz pode julgar como réu seu próprio filho? Um ministro ou desembargador é isento para julgar o presidente que o indicou para o cargo nas altas cortes da justiça?

O Brasil precisa redefinir isso sob pena de continuarmos vivendo nessa “Casa da Mãe Joana”.

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