Por: Ozias Alves Jr. | 23/02/2018

 

ENGENHARIA

 

Detalhe do viaduto suspenso sobre avenida em cidade do Japão. (Foto Reprodução Google Maps)

 

Já imaginássemos se houvesse tais viadutos sobre avenidas na Grande Florianópolis tal como existe no Japão? (Foto Reprodução Google Images)

 

A foto que ilustra esta nota foi tirada do “Google Maps” e mostra uma avenida na cidade de Nagoya, no Japão.

Como o leitor pode reparar, o viaduto em questão fica em cima de uma avenida. No vão central da citada avenida encontram-se os pilares que sustentam a rodovia em cima.

Como se pode reparar, além das quatro pistas embaixo, certamente há quatro pistas em cima. Essa construção ajuda a ampliar a mobilidade urbana no menor espaço possível.

 

APLICAÇÃO

Por que estou falando disso? Por que estou citando o Japão? É que fico pensando que uma obra excelente para ajudar na mobilidade urbana da Grande Florianópolis seria justamente usar o vão central da Via Expressa, acesso à capital, para instalar os pilares de sustentação de um viaduto por cima. Teríamos aí não só as quatro pistas embaixo como também haveria outras quatro por cima, isto é, sem precisar fazer desapropriações, seria possível duplicar a rodovia.

 

NÃO DÁ DE COMPARAR

É claro que o Brasil não se compara ao Japão. É verdade. Aqui qualquer obrinha mixuruca custa o olho da cara.

Lembro-me que, na época do então prefeito de Florianópolis, Dário Berger (2005-2012), cogitou-se construir uma quarta ponte ligando a avenida Beira Mar com o Estreito. Seria uma ponte de um quilômetro e pouco, mas o custo seria bilionário.

Não sei se o dado estava correto, mas, na época, certo colunista de um jornal da capital cujo nome não me recordo publicou uma nota afirmando que, como o mesmo orçamento previsto para a quarta ponte em Florianópolis, os chineses construíram uma ponte bem mais extensa que a Rio-Niterói.

Se o dado for correto, o Brasil é um escândalo total, pois é tanta corrupção que estamos pagando caro por isso. Poderíamos ter mais viadutos, pontes, avenidas, sem falar de outros benefícios, mas não temos porque tudo custa uma fortuna e raras são as obras que depois não acabam sendo questionadas na justiça com suspeitas de superfaturamento, pagamento de propina, de funcionários públicos acusados de enriquecimento ilícito etc.

 

NÃO RESOLVEU NADA

E por falar em Dário Berger, este, quando foi prefeito da capital, fez a avenida Beira Mar continental, na orla do bairro Estreito, entre a ponte Hercílio Luz até a ponta do Leal.

Na imprensa da capital nesta semana, saíram questionamentos segundo os quais a avenida Beira Mar continental construída por Dário não ajudou em nada na mobilidade urbana no bairro Estreito, em Florianópolis. Custou uma fortuna, é pequena demais, acabou sendo questionada na justiça e hoje, devido ao quase abandonado à noite, virou local preferido da “rapaziada” fumar unzinho!

 

AVENIDA ATÉ BIGUAÇU

Mas dessa avenida há uma boa notícia. Um especialista ouvido pela imprensa da capital comentou que o ideal é a avenida do Estreito prosseguir até Biguaçu e que, se essa obra um dia for feita, certamente ajudará na mobilidade urbana da Grande Florianópolis.

O que isso significa para Biguaçu? O município tem de ir à luta reivindicar aos governos federal e estadual verbas para viabilizar essa obra. Quanto mais deixar para o “depois”, a mobilidade urbana só tenderá a agravar-se. Afinal de contas, a projeção é que Florianópolis, só a capital em si, terá mais de 800 mil habitantes em 2030. Agora imagine as cidades ao redor como São José, Palhoça e Biguaçu.

 

O OUTRO LADO

O leitor já ouviu falar de Olavo de Carvalho?  Sim? Não? Trata-se de um filósofo brasileiro que mora nos Estados Unidos.

Usando a internet, Olavo divulga vídeos em que ele analisa a atualidade brasileira sob a ótica da filosofia e ciência política. Por causa de sua erudição notória e capacidade singular de explicar conceitos filosóficos dificílimos em linguagem simples, Olavo vem conquistando uma legião de fãs.

E o filósofo já divulgou inúmeros vídeos explicando um detalhe despercebido: a infiltração esquerdista nos meios de comunicação e o uso que essa turma faz para difundir sua ideologia e “demonizar” o regime militar no Brasil.

Por que estou falando disso?

 

NOTÍCIA

 

Dimas Antonio Casemiro. (Foto Divulgação)

 

Transcrevo aqui alguns trechos do artigo de Marco Antonio Esteves Balbi, coronel reformado do Exército Brasileiro, a respeito da identificação da ossada de Dimas Antônio Casemiro, que o jornal Nacional afirmou nesta semana tratar-se de um “preso político que morreu torturado”.

Eis o que disse Balbi: “O terrorista Dimas Antonio Casemiro foi morto na abordagem do aparelho que ocupava em São Paulo no dia 17 de abril de 1971. Portanto, Dimas não chegou a ser preso, muito menos torturado. Dois dias antes ele participara do “comando” do Movimento Revolucionário Tiradentes que emboscou e matou o industrial Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra.

Os grupos armados que se insurgiram contra o Estado brasileiro no período 1968/1974 – Guerra Interna, acusavam o industrial de colaborar com o regime de exceção.”

 

MANIPULAÇÃO

Segundo a Globo, Dimas Antonio Casemiro foi preso, torturado, morto e enterrado clandestinamente. De acordo com Balbi, Dimas, na realidade, foi morto num confronto policial dois dias depois que ele participou de uma ação em que um empresário foi morto. E agora?

A respeito das ossadas encontradas no cemitério de Perus, em São Paulo, observa o autor do artigo: “Das cerca de mil ossadas colocadas na tal vala, de 6 a 8 eram de terroristas. A campanha permanente da mídia brasileira, quase toda ela formada na cartilha gramscista, Organizações Globo incluídas, intensifica-se em momentos da vida nacional quando as Forças Armadas, em especial o Exército Brasileiro, instituições da maior credibilidade perante a opinião pública, são chamadas a exercer missões relevantes e, especialmente, quando se aproxima a data da comemoração da reação democrática de março de 1964.”

PESQUISA

Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, eis a tática que a esquerda segue segundo formulou Antônio Gramsci (1891-1937), um filósofo marxista italiano: infiltrar-se nos meios de comunicação e, discretamente, difundir notícias manipuladas a médio e longo prazo com o objetivo de controlar a opinião pública.

Mais detalhes sobre essa tática, confira os vídeos de Olavo de Carvalho.