Por: Ozias Alves Jr. | 10/01/2019

Não vamos citar o aplicativo de celular de tele entrega de comida. Também não citaremos o nome de uma dona de conceituado restaurante da comarca de Biguaçu que chamou a atenção para um sério problema nesse negócio.

Maria Eduarda (nome completamente fictício) tem um restaurante há vários anos, possui alvará de funcionamento devidamente expedido pela vigilância sanitária, chefia funcionários devidamente registrados para os quais paga todos os encargos, é formada numa infinidade de cursos de culinária e passou por um importante treinamento em ACONDICIONAMENTO de alimentos.

Enfim, a chef de cozinha Maria Eduarda (sim, ela é uma chef(e) literalmente) possui todos os requisitos de que se espera de uma profissional da gastronomia.

Seu restaurante está registrado num aplicativo de tele entrega de comida em domicílio. Basta o cliente acessar, escolher, clicar para que as entregas sejam providenciadas via moto boy.

Até aí, nada demais. É um serviço prático e, muitas vezes, maravilhoso. Mas Maria Eduarda verificou alguns problemas graves no aplicativo. Não com ela, é claro, mas sim com o fato de que não há nenhuma checagem nos prestadores de serviços gastronômicos que se cadastram no aplicativo, que tem sede num país estrangeiro. Literalmente qualquer um pode cadastrar-se dizendo que faz tele entrega.

É igual ao Amazon, empresa que comercializa o Kindle, aparelho através do qual se pode ler livros em formato eletrônico. Para qualquer escritor que quiser disponibilizar sua obra pelo Kindle, basta cadastrar-se no site oficial da Amazon para ser incluso no catálogo de livros eletrônicos.

Não há qualquer seleção. Qualquer um pode colocar seu livro lá, não importando conteúdo ou se passou por qualquer tipo de revisão editorial.

Ou seja, às vezes o livro tem um título pomposo, até mesmo impressionante. Então o cliente adquire a obra pagando com cartão de crédito. A Amazon envia o arquivo para o kindle do comprador. E quando o cliente vai conferir, muitas vezes não passa de uma porcaria completa.

Exatamente o mesmo acontece com o citado aplicativo de tele entrega de comida, segundo a chef de cozinha.

Como o aplicativo não faz nenhuma averiguação, investigação, análise, checagem, verificação, ou seleção do prestador de serviço que se inscreve, certos indivíduos estão aproveitando a “oportunidade” para transformar a cozinha de casa ou o galpão ou sabe-se lá o quê em “restaurante”.

“Restaurante” é modo de dizer porque não tem alvará, pois não atende o público. Só existe no aplicativo em forma de lindas fotos dos pratos, mas na vida real, a comida é preparada sabe-se lá onde e em que condições sanitárias.

O cidadão não tem formação técnica na área, não possui noção alguma de acondicionamento de alimentos e, ainda por cima, às vezes cria gatos que, como se sabe, não respeitam onde os alimentos são preparados. E se o “restaurante” vende “espetinhos”, ai, ai, ai!!!!

O aplicativo não informa os telefones nem os endereços dos “restaurantes”. O pedido vai direto para a central da empresa e esta é que envia a mensagem para o prestador do serviço. Assim a empresa controla tudo para faturar um percentual da transação.

Detalhe: a comida no aplicativo é bem mais barata. Por quê? Ora, muitas das empresas não possuem sequer alvará de funcionamento.

Cadê a Vigilância Sanitária? Esta já quase não consegue fiscalizar as empresas devidamente legalizadas. Agora imagine milhares de cozinhas anônimas que só existem num aplicativo cujos endereços encontram-se num país estrangeiro?

O que fazer para precaver-se? É simples: compre de um restaurante físico que você conhece e do qual tem plena consciência de sua idoneidade sanitária.

Do contrário, é viver nas incertezas de uma “Roleta Russa”. Se der intoxicação alimentar, aí ninguém merece!!!

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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