Por: Ozias Alves Jr. | 1 mês atrás

MEMÓRIAS- A reportagem do JBFoco esteve no cemitério São João Evangelista, de Biguaçu, que já se encontra superlotado. É preciso partir para os sepultamentos verticais para que o espaço do cemitério não se esgote completamente em poucos anos.

O povo chama de “Cemitério dos Fundos”. No entanto, pelo novo mapa de Biguaçu, o cemitério está localizado no bairro Rio Caveiras e seu muro à direita marca o limite com o bairro Fundos.

Esse cemitério foi inaugurado em 1º de janeiro de 1914 por iniciativa do então prefeito (na época chamado de superintendente), Alfredo da Silva Born. Motivo: o antigo cemitério situado ao lado da Igreja Matriz São João Evangelista acabou desativado e transferido para o Fundos, que literalmente era um lugar afastado da cidade, os “fundos” de Biguaçu.

Aqui algumas breves notas sobre os mortos sepultados no cemitério de Biguaçu. Vale lembrar que não estão todos; só alguns cujos túmulos a reportagem passou por perto, leu as lápides e lembrou quem eram. Confira. É um pedaço da história de Biguaçu.

Alfredo Álvares da Silva (Fedoca)

 

Alfredo Silva (1894-1968). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Álfredo Álvares da Silva, conhecido pelo apelido de “Fedoca”, foi o prefeito que mais tempo ficou no poder em Biguaçu. Administrou o município de 1931 a 1943.

  

Ananias Martendal

 

Ananias Martendal (1908-1989). (Foto: Reprodução JBFoco)

Ananias Martendal (*14.03.1908-+20.10.1989) era dono do terreno onde hoje fica o Estádio Acácio Zélnio da Silva, do Biguaçu Atlético Clube.

Ele facilitou muito a aquisição do terreno pelo clube, que foi o primeiro da história de Biguaçu a adquirir uma área própria, um feito para o esporte amador da cidade até então.

 

Eloisa Prazeres de Farias

 

Eloísa Prazeres de Faria (1933-1975). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Nascida em 5 de maio de 1933 e falecida em 13 de maio de 1975, Eloísa Prazeres de Faria é o nome da escola do bairro Praia João Rosa, Biguaçu.

 

Maria da Glória Viríssimo de Faria

 

Maria da Glória Viríssimo de Faria (1924-1959). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Maria da Glória Viríssimo de Faria, nascida em 24 de setembro de 1924 e falecida em 11 de setembro de 1959, foi professora. Esposa do prefeito de Biguaçu entre 1947 a 1951, Orlando Faria, Maria da Glória acabou homenageada com o nome do primeiro colégio (Escola de 2º grau) da cidade, fundado em 10 de abril de 1968.

 

Vilibaldo Deschamps

 

Vilibaldo Deschamps (1896-1984). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Maria Dorvalina Deschamps (1905-1993): esposa de Vilibaldo. (Foto: Reprodução JBFoco)

O agricultor Villibaldo Deschamps (31/08/1896-01/06/1984), hoje nome de rua no bairro Universitário, próximo ao centro de Biguaçu, é o avô paterno do prefeito José Castelo Deschamps, popular Castelo.

Villibaldo era um dos 11 filhos de Nicolau Antônio Deschamps (1842-1875) e Gertrudes Kehrig (1842-1930), colonos de origem alemã da região de São Pedro de Alcântara.

Casou-se com Maria Dorvalina Baumgartnen Freiberger (1905-1993) e o casal residia em Faxinal, Alto Biguaçu (atualmente município de Antônio Carlos). Tiveram dois filhos, um dos quais o pai de Castelo.

Informações extraídas do livro “Estradas da Vida- História de um Ramo da Família Deschamps”, de Osvaldo Deschamos (edição do autor. São Pedro de Alcântara. 2001).

Ulmar Sardá da Silva

 

Ulmar Sardá da Silva (1924-1994). (Foto: JBFoco)

 

Nascido em 13 de junho de 1924 e falecido em 22 de maio de 1994, Ulmar Sardá da Silva foi prefeito de Biguaçu entre 1956 a 1961.

Na foto, Ulmar está de óculos escuros. Em seu livro “Nur na Escuridão”, Salim Miguel comentou, nas páginas 230 e 231 na citada obra: “Ulmar, (…) devido a bicada de uma ave (qual seria, de que maneira, em qual momento?), acabara cego de um olho. Rapazote forte, risonho, boa-praça, fazê-lo perder a pachorra e irritá-lo era chamar de caolho. O rosto logo avermelhava, olhos chispantes, lábios crispados, tremiam, ameaçava, vem cá te mostro o que é caolho, me queixo pro meu pai. Eram brigas sem maior significação, rusgas de rapazes, logo os contendores estavam de bem.

Egídio e Alaíde Sardá de Amorim

 

Egídio Amorim (1907-1988) e Alaíde Sardá de Amorim (1909-2006).(Foto: Reprodução JBFoco)

Alaíde Sardá de Amorim (1909-2006) foi professora por muitas décadas em Biguaçu. É autora de um livro intitulado “Turismo a Dois” (1968), entre outros, porém inéditos, entre os quais “Recordar é viver- memórias”, no qual registra detalhes sobre o Biguaçu do passado.

Seu esposo Egídio (cuja grafia era Egydio) era irmão do ex-prefeito de Biguaçu entre abril a dezembro de 1947, Hugo Amorim (in memoriam).

 

Kiliano Kremer

 

Kiliano Kremer (1922-1990). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

 Pai de Kiliano Kremer, ex-gerente do antigo banco BESC de Biguaçu que, mais tarde, foi transferido para a agência do mesmo banco em Governador Celso Ramos. O nome dessa rua do perímetro urbano de Biguaçu foi oficializado em 1991.

Kiliano (pai) nasceu em 2 de outubro de 1922 e faleceu em 22 de setembro de 1990.

 

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Paulina Brüning

 

 

Paulina Brüning (1908-1994). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Nascida em 26 de junho de 1908 e falecida em 14 de junho de 1994, Paulina Brüning foi a colaboradora do antigo pároco de Biguaçu, Cônego Rodolfo Machado (1908-2001).

Oriunda de São Pedro de Alcântara, Paulina trabalhou na Ação Social de Biguaçu e coordenava constantes campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e outras utilidades que eram distribuídos aos carentes.

 

Sérgio Murilo Martins (Lilo)

 

Sérgio Murilo Martins (1962-1984). (Foto: Reprodução)

 

Nascido em 22 de agosto de 1962, Sérgio Murilo Martins, popular “Lilo”, faleceu em 5 de março de 1984 vítima de acidente automobilístico. Na época, jogava no Avaí F.C, onde seu talento foi descoberto.

Sérgio Murilo Martins é hoje o nome da rua que dá acesso ao bairro Janaína, em Biguaçu.

 

Alceo Aristides dos Santos

 

Alceo Aristides dos Santos (1963-1984). (Foto: Reprodução)

 

Alceo Santos era quem dirigia o carro onde encontrava-se o jogador do Avaí, Sérgio Murilo Martins. Era madrugada de 5 de março de 1984 quando houve o acidente na BR-101, em Imbituba, sul do estado, onde os dois amigos foram passar o carnaval.

Iracema Campos de Souza e Lindóia Maria Souza de Faria

Iracema Campos de Souza, nascida em 20 de março de 1901 e falecida em 27 de dezembro de 1960, era conhecida como “Dona Francesa”. Era a esposa do farmacêutico de Biguaçu na década de 1950, Taurino Souza.

Hoje Dona Francesa é o nome do parquinho infantil da praça central de Biguaçu. A lei dessa homenagem foi aprovada pela câmara de Biguaçu em 1987. Já Taurino é o nome da “Unidade Central de Saúde do Rio Caveiras”.

Iracema é filha de Donato Alípio de Campos, cujo nome hoje é o da escola do bairro Prado, Biguaçu.

Lindóia Campos (1933-1984), filha de Iracema e Taurino Souza, é hoje o nome da creche do bairro Praia João Rosa.

 

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Acácio Zélnio da Silva

O advogado Acácio Zélnio da Silva (1920-1975) foi o líder do grupo que fundou o Biguaçu Atlético Clube (BAC), o segundo clube de futebol mais antigo do município.

Nasceu em 9 de setembro de 1920 e faleceu em 12 de março de 1975.

 

Avelino Müller

 

Avelino Müller (1912-1983). (Foto: Reprodução JBFoco)

 

Nascido em 9 de agosto de 1912 e falecido em 4 de dezembro de 1983, Avelino Müller foi prefeito de Biguaçu de 1961 a 1966 . Hoje é o nome da escola do bairro Vendaval.

 

Balduíno Junckes

 

Balduíno Junckes (1916-2004). (Foto: Reprodução)

 

Nascido em 25 de março de 1916, em Louro (hoje em Antônio Carlos), Balduíno Junckes foi avaliador judicial de Biguaçu durante 37 anos. Foi o fundador do Esporte Clube Limeira em 1942, o time de futebol mais antigo em atividade em Biguaçu. Faleceu em 2 de março de 2004.

 

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Rodolfo Machado

 

Cônego Rodolfo Machado (1908-2001). (Foto: Reprodução)

Rodolfo Pereira Machado (* 13.11.1908 +21.03.2001) foi padre de Biguaçu entre 1943 a 1976. Tornou-se extremamente popular. Foi quem construiu a atual igreja matriz São João Evangelista (1955), ajudou famílias humildes, conseguiu benefícios para Biguaçu, na época uma pequena cidade. Hoje é nome de rua, escola e de um edifício em Biguaçu.

Um detalhe em seu túmulo:  já existe três placas em que fiéis afirmam terem alcançado graças ao padre Rodolfo Machado.

 

Ewaldo Traebert

Ewaldo Traebert (1913-1997). (Foto Ozias Alves Jr.
Arquivo JBFoco)

 

Nascido em 13 de março de 1913 e falecido em 31 de julho de 1997, Ewaldo Traebert era o dentista de Biguaçu. Chegou à cidade no início da década de 1940.

Era considerado o “primeiro” dentista de Biguaçu. Existiu um profissional da área na década de 1920, cujo nome não ficou registrado na história. Acredita-se que ficou muito pouco tempo, pois em seguida, Biguaçu passou muito tempo sem dentistas até que apareceu Traebert. Atuou como único dentista no município por mais de 20 anos.

Seu filho Frank Traebert (1936-1981), hoje nome de rua em Biguaçu, também foi dentista na cidade.

 

Adelaide Gallon Lara

Adelaide Gallon Lara (1906-1988) fez parte do elenco da primeira peça de teatro encenada em Biguaçu que se tem notícia. Aliás, foi notícia do primeiro jornal da história de Biguaçu, “Arauto” (1921-1922).

A peça foi apresentada em 23 de abril de 1921 num teatro recém inaugurado naquela época que existia onde hoje fica a antiga farmácia Vital, em frente à praça Nereu Ramos, no centro de Biguaçu.

No túmulo de Adelaide, não há foto. Informa que ela nasceu em 3 de julho de 1906 e faleceu em 28 de janeiro de 1988.

 

João Brasil de Azevedo e Leandro Azevedo

 

João Brasil e Leandro Azevedo: pai e filho. (Foto: Reprodução)

João Brasil de Azevedo, prefeito de Biguaçu entre 1977 a 1982, nasceu em 22 de abril de 1927 e faleceu em 23 de julho de 2002.

Leandro Azevedo, nome da escola da Apae em Biguaçu, nasceu em 04 de junho de 1971 e faleceu em 5 de agosto de 1987.

 

(VÍDEO) Finados expõem túmulos quebrados no cemitério de Biguaçu

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