Por: Ozias Alves Jr. | 12/10/2018

O leitor já viu aquelas caminhonetes com uma biruta em cima girando sem parar passando por Biguaçu? São do Google, a “biruta” em questão é uma máquina que fotografa 360 graus e as fotos vão para o citado site Google Maps ou “Google Street View”.

Pois é! Uma mulher no Peru resolveu encontrar-se com o amante numa praça em Lima, capital daquele país, quando foi fotografada por essas caminhonetes do Google. Ela nem percebeu.

Tempos depois, eis que o marido dela fazia uma pesquisa no Google Street para encontrar um caminho em direção a uma localidade chamada Fuente de los Suspiros quando viu a dita foto da praça.

Apesar do rosto estar embaçado, ele conseguiu reconhecer a esposa através do cabelo e da roupa.

O homem imprimiu a foto e esperou a esposa chegar do trabalho. Quando ela chegou em casa, ele a questionou mostrando o “flagrante”. Ela acabou admitindo que era ela mesma a mulher daquela foto. E o marido pediu o divórcio.

Ainda bem que a coisa foi resolvida no diálogo. Não há notícia de que a mulher teria sido agredida ou que o marido enganado tivesse lavado sua honra ferida matando-a, algo que no Brasil era permitido até a década de 1970. Não que a legislação dissesse que marido traído tinha o direito constitucional de matar a esposa infiel, mas geralmente nos julgamentos dos assassinatos por esse motivo, os matadores eram inocentados justamente pela justificativa da “honra ferida”.

O caso do assassinato a tiros de uma socialite mineira, Ângela Diniz (1944-1976), pelo seu namorado, Doca Street, alegando honra ferida, foi o caso que dividiu o Brasil e ajudou a reformular a lei para punir maridos ou namorados traídos.

 

 

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