Por: Ozias Alves Jr. | 13/03/2018

Anos atrás, o colunista do jornal Biguaçu em Foco, Décio Baixo Alves, foi a um show musical no Centro de Eventos Petry (Cepetry) e, dias depois, publicou algumas notas chamando a atenção para a truculência de seguranças. Por mais que algum jovem, sob efeito do álcool, possa estar “incomodando” durante algum show, isso não é desculpa para os seguranças “descerem o cacete”, como se diz na gíria. É preciso agir de maneira que a intervenção não saia de controle.

Tal como o ditado “quem avisa, amigo é”, Décio chamou a atenção do Cepetry para tomar cuidado com a truculência de seguranças que contrata, pois, se alguém filmar alguma agressão fora de medida, certamente quem será processado por danos morais e prejuízos não vai ser apenas o(s) segurança(s), mas a casa de shows que o(s) contratou.

Por que estamos relembrando isso? É que na última sexta (09/03) o Cepetry, com sede no bairro Beira Rio, em Biguaçu, promoveu o show nacional da cantora Anitta e houve pelo menos duas pessoas feridas, uma delas uma moça chamada Manuela Cavalheiro, de 21 anos de idade.

A versão que há é a de Manuela. Segundo ela, havia dois homens e duas mulheres fazendo arruaça no meio da multidão que assistia ao show de Anitta.

Manuela e um amigo chamado Gabriel Machado acabaram recebendo cotoveladas, chutes e empurrões desse grupo. Gabriel procurou os seguranças do Cepetry para que estes tomassem providências contra o grupo que os estava incomodando. No entanto, um segurança não deu muita atenção.

Em seguida, houve mais agressões e Manuela acabou atingida e caiu na pista. Mas, ao invés de serem ajudados, Manuela alega que acabou sendo retirada para fora do show, isto é, ela e seu amigo, as vítimas, foram expulsos do recinto como se fossem os culpados pelo tumulto.

Além de humilhada e de perder o show da famosa cantora, Manuela saiu com hematomas e procurou a delegacia de Biguaçu. Estava fechada. Ela e seu amigo só conseguiram registrar no dia seguinte (sábado, 10/03) na 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Florianópolis. Dependendo do resultado de corpo de delito, ela poderá ingressar com uma ação de danos morais contra o Cepetry alegando a truculência dos seguranças e a injustiça que sofreu.

Já o Cepetry emitiu um comunicado lamentando o fato e anunciou que as gravações do circuito interno de segurança estarão disponíveis para a polícia elucidar o que ocorreu.

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