Por: Ozias Alves Jr. | 09/10/2018

O prefeito Ramon era um literal papagaio de pirata atrás de Gelson Merísio, ocasião em que o candidato comemorava a ida ao segundo turno nas eleições do governo do estado. Merísio dava entrevista ao repórter e lá estava o Ramon todo bobo com aquele sorrisinho aparecendo por trás dele na tela da TV.

Todo mundo sabe que a administração de Ramon é pífia e deixa muito a desejar. Que o diga o rombo na saúde de 12 milhões que ainda não foi explicada pela patética gestão na secretaria.

O que o homem sabe fazer bem feito são licitações milionárias como a do banheiro químico, cafezinho, marmitas, publicidade, roupas para funcionários e por aí vai. A verdade sobre esses fatos são tão óbvios que a vergonha fez com que a administração dele cancelasse algumas dessas licitações estapafúrdias.

 

PROJETO DE PODER

Por causa disso e para não jogar por terra o projeto de poder de 20 anos da turma Castelo / Ramon / Vilson, diante de tanta má gestão de Ramon um planejamento está sendo feito para jogar de goela abaixo do povo mais uma ação que sacramente esse ideal de poder para duas décadas.

E isso justifica bem o puxa saquismo de Ramon com o candidato e seu correligionário Gelson Merísio (PSD). A turma do poder quer emplacar Ramon numa futura secretaria ou cargo de confiança num futuro governo Merísio se este vier a ganhar as eleições nesse segundo turno em 28 de outubro próximo.

O objetivo é fazer com que Ramon renuncie a prefeitura e faça de Vilson Alves (PP), seu vice, o novo prefeito da cidade. Como Ramon não pode mais concorrer a prefeitura porque já é reeleito, Alves cria força e vai para a reeleição em 2020. Tendo a caneta na mão durante esses 2 anos, Vilson consegue o apoio dos cargos comissionados e usa á máquina pública para suas pretensões eleitorais.

Ramon fica lá numa boa com salário polpudo e não podendo mais queimar as pretensões do grupo que é o projeto de poder para 20 anos. Uma das suas solicitações é manter sua irmã Karoliny Wollinger no primeiro escalão de um futuro governo Vilson para que ela continue a receber salário na prefeitura.

 

REPETIÇÃO

Essa manobra já foi feita anteriormente e deu certo. O então prefeito Castelo (PP) renunciou ao cargo 2 anos antes de completar seu segundo mandato alegando problemas de saúde e fez de Ramon Wollinger o prefeito biônico. Com isso Wollinger, que até então não seria candidato a prefeito, criou musculatura eleitoral por causa da caneta, e conseguiu a reeleição diante de uma disputa com farto poder econômico. Seu vice foi….BINGO, Vilson Alves, que agora pode ser o grande beneficiado com uma futura renúncia de Ramon. Uma coisa é certa, Ramon renunciará só se o Merísio ganhar e seus afastamento caso isso aconteça se dará muito por causa de sua má gestão. Se o Vilson, que é o vice de Ramon, vier a ser candidato tendo que carregar o sacão de supermercado sem alça do Ramon, muito difícil será sua eleição em 2020. Por isso jogá-lo numa boca farta em cargo num hipotético governo Merísio facilitaria em muito o projeto de poder dessa turma.

 

Ramon: renúncia para assumir cargo num hipotético governo Merísio. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Vilson Alves não quer carregar o fardo de uma má gestão. (Foto Arquivo JBFoco)

  

Castelo já renunciou por motivos de saúde e ressuscitou Ramon com candidato a prefeito. (Foto Arquivo JBFoco)

 

 Merísio: se eleito for obedecerá as pretenções do grupo de poder de Biguaçu? Dará cargo ao Ramon em seu primeiro escalão? (Foto Arquivo JBFoco)

 

Décio Baixo Alves
E-mail: decio@jbfoco.com.br

 

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