Por: Ozias Alves Jr. | 04/12/2018

 

Quantas vezes o jornal Biguaçu em Foco publicou matérias, editoriais, artigos e notas da Coluna do Décio falando a respeito dos entulhos de materiais de construção jogados nos terrenos baldios do bairro Praia João Rosa, como também na própria praia local?

Pois bem! Mais uma vez o JBFoco volta a publicar sobre esse problema. As fotos que aqui ilustram a matéria foram tiradas na manhã de segunda-feira desta semana (03/12). Temos falado sobre o problema dos entulhos de materiais de construção jogados em terrenos baldios na Praia João Rosa há pelo menos desde 2015. De lá até hoje, nenhuma providência foi tomada pela prefeitura de Biguaçu. Nada, absolutamente nada.

Consultando nosso arquivo, em 3 de abril deste ano, publicamos matéria em que o prefeito Ramon Wollinger (PSD) anunciou que iria “multar” os donos de terrenos baldios que não providenciassem a limpeza de suas propriedades.

Como sempre nesse governo, ficou apenas no “blá blá blá”, pois providência alguma foi tomada como também ninguém foi multado.

 

PROBLEMA

Por que tem gente jogando restos de materiais de construção em terrenos baldios na Praia João Rosa?

A resposta é simples: o serviço de coleta de lixo não recolhe esses entulhos.

Pela lei, o cidadão que está fazendo algum reparo em casa é obrigado a contratar empresa de “Papa Entulhos”.

O problema é o preço. Entre pagar cento e poucos reais pelo Papa Entulho ou jogar os entulhos no terreno baldio, a segunda opção é a mais tomada.

 

QUAL A SOLUÇÃO?

Uma solução seria a prefeitura criar o “Papa Entulho Municipal Gratuito”. Simplesmente deixar papa entulhos em certos pontos da cidade para a população colocar os entulhos ou um número de telefone para que o cidadão possa pedir o dito Papa Entulho.

É uma “mordomia”, mas, se isso existisse, certamente não veríamos tanto entulho jogado nos terrenos baldios.

 

RECICLAGEM

Anos atrás a rede Globo apresentou uma reportagem a respeito de dois irmãos que, numa cidade paulista chamada Embuguassu, próxima a São Paulo capital, criaram uma empresa que recicla restos de materiais de construção transformando-os em argamassa. Eles vendem o produto quase a metade do preço mais barato do que a argamassa tradicional.

Não faz muitos meses que o Diário Catarinense publicou reportagem sobre uma indústria instalada numa cidade do Vale do Itajaí que justamente recicla restos de materiais de construção.

Por que a prefeitura de Biguaçu não contata a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) para descobrir o nome e endereço da empresa de reciclagem de restos de materiais de construção?

Já imaginaram um projeto de instalar coletores de entulhos de materiais de construção em Biguaçu para que o povo não jogue nos terrenos baldios e o material recolhido ir para a tal empresa de reciclagem?

Em resumo: transformar o que antes era problema ambiental em trabalho, renda e negócio?

Essa sugestão já foi dada, mas a prefeitura não se importa. Deixa o problema rolar.

 

Papa entulhos deveriam estar distribuídos para levar a população a não jogar entulhos em terrenos baldios. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Não param os entulhos em terrenos baldios em Biguaçu. (Foto JBFoco)

 

Na praia João Rosa propriamente dita, os entulhos são jogados a poucos metros do mar. (Foto JBFoco)

 

No final da rua 7 de Setembro, já próximo da curva para a Praia João Rosa, entulhos não param de ser jogados em terrenos baldios. (Foto JBFoco)

 

“Organizadamente” os entulhos são despejados um ao lado do outro na praia João Rosa, que dá nome ao bairro. (Foto JBFoco)

 

Entulhos em terrenos baldios em Biguaçu. (Foto JBFoco)

 

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