Por: Ozias Alves Jr. | 13/11/2017

Ao contrário do que foi divulgado, o raio que matou o adolescente Vinícius Adriano, 15, caiu às 11h15 e não às 12h20 conforme foi noticiado, no campo do Beira Mar, bairro Prado de Baixo, Biguaçu, naquele fatídico sábado (04/11/2017).

A observação é do presidente do clube Beira Mar, Marcos Aurélio de Oliveira, 43, popular Marquinhos, em resposta à discussão em torno da seguinte questão: o raio em questão que provocou a tragédia caiu antes ou depois do desabamento de uma chuva torrencial acompanhada de relâmpagos?

Por que a discussão? A resposta é simples: se a chuva caísse antes com relâmpagos, a prudência diria que os jogadores que estavam disputando a partida naquela ocasião deveriam ter sido retirados de campos imediatamente. Mas se o raio caiu primeiro sem antes ter havido uma chuva torrencial, foi uma total fatalidade provocada pelo elemento surpresa, algo inesperado, realmente um acidente imprevisto.

Segundo Marquinho, a questão do horário de quando caiu o raio vem gerando polêmica. “Por isso, vamos deixar bem claro. Não estava chovendo quando acontecia a partida entre o Boa Vista e o Beira Mar no nosso campo naquele sábado (04/11). O raio fatídico caiu de repente e, em seguida, começou a desabar a maior chuva e não o contrário, primeiro a chuva para vir o dito raio. Digo isso porque se desabasse uma chuva muito forte e com relâmpagos, é claro que os times teriam sido retirados de campo”, observou Marquinhos.

“Não deu tempo para nada. Simplesmente o raio estourou e depois veio a chuva. Antes o tempo estava normal, sem que parecesse que haveria uma tempestade. Foi uma fatalidade que nunca havíamos antes imaginado que pudesse acontecer”, salienta.

 

AZAR TRIPLO

O campo do Beira Mar não tem para-raios, mas fica próximo a dois prédios, que possuem o citado equipamento. Por outro lado, na direção sul desse campo, há uma enorme torre de rádio vizinha que possui para-raios. Teoricamente o campo estaria no raio de proteção mais ou menos, mas não foi o aconteceu.

“ E ao lado do nosso campo, há eucaliptos. Essas árvores atraem raios. A tendência é o raio cair em cima de um objeto mais alto, isto é, em árvores e não no campo. Foi uma tragédia totalmente inesperada”, observa Marquinhos.

“Mais ou menos 10 anos atrás, um raio caiu bem na Inplac, aqui em Biguaçu. O raio atingiu a diretoria. Isso estamos falando de uma empresa que tem para-raios e, mesmo protegida, aconteceu o que aconteceu. O raio provocou alguns danos materiais. Ninguém está livre”, conta o presidente do Beira Mar.

 

PARA-RAIOS

Indagado se o clube pretende instalar para-raios no campo, o presidente do Beira Mar observou que nem em estádios de clubes do futebol profissional possuem tal dispositivo. Um exemplo foi o que aconteceu em 2014 num estádio da África do Sul durante uma partida do campeonato de futebol profissional daquele país quando um raio caiu bem no meio do campo. Não houve mortes, mas inúmeros jogadores acabaram hospitalizados.

Sobre se vai ou não instalar para-raios no campo do Beira Mar e quais custos, isso poderá ser discutido pela diretoria do clube se houver algum parecer técnico de que, se houver a instalação, não haverá mais chances de se repetir tal tipo de acidentes no citado campo.

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