Por: Ozias Alves Jr. | 09/01/2019

João Marcos Fortunato, 24, foi o jovem que infelizmente morreu ao pular do trapiche da praia de São Miguel, Biguaçu, e bater com a cabeça na areia devido à pouca profundidade no local. A tragédia ocorreu no final da tarde do último sábado (05/01).

Infelizmente a falta de uma placa de advertência e de uma boa grade de proteção, pelo menos ao longo do trecho onde há pouca profundidade para sinalizar onde não é seguro mergulhar, foi o ingrediente a mais para a consumação da tragédia.

O interessante foi a manifestação de alguns internautas atacando este jornal por estar defendendo a instalação da grade considerando algo “inútil” e não poupando ataques à vítima acusando-a de “bebedeira”.

Se João estava ou não alcoolizado, nem vem ao caso. Quem é o jovem que não faz alguma besteira, tolice, imprudência ou bobagem?

Mas espera aí! Quem disse que ele estava bêbado? Com que autoridade podem afirmar isso se não estavam no local na hora da tragédia? Se essa informação não partiu de uma testemunha ocular ou, quem sabe, de algum amigo que estava com a vítima participando de eventual excesso na bebida, não se pode querer condenar o jovem colocando-o encaixando-o num modelo pré-estabelecido de “culpa”. Calma, não é por aí!

O que se pode dizer com certeza é que João Marcos, independente se estava ou não bêbado, não devia ter mergulhado de cabeça (parece que ele fez aquele famoso pulo chamado “salto mortal”) numa área do trapiche sem antes certificar-se da profundidade. Quem já leu o romance autobiográfico “Feliz Ano Velho” (1982), de Marcelo Rubens Paiva, sabe quão perigoso é esse tipo de mergulho.

Temos de extrair alguma lição da tragédia de João Marcos e a “lição” é muito simples: o que puder ser feito como medida de segurança, “antecipar” a possibilidade de acidentes, é preciso ser feito.

Em trapiches, é preciso ter grades e placas de advertência. Na BR-101, instalar guard-rails é diminuir a probabilidade de veículos desgovernados atingir transeuntes. Em pontos de ônibus situados ao lado de rodovias e ruas muito movimentadas, instalar muretas ao redor não faz mal a ninguém. Aliás, se tivesse uma, aquela senhora de Governador Celso Ramos que esperava ônibus no ponto em frente à sede da Auto Pista Litoral Sul, no bairro Prado de Baixo, Biguaçu, em 2014, não teria sido estupidamente morta esmagada por uma caçamba desgovernada dirigida por um bêbado.

Esperamos que a tragédia do jovem João Marcos não tenha sido em vão, isto é, não ajudar a ter em mente que sempre devemos estar atentos à questões de segurança. Isso já é quase que obsessão das empresas. Por que não pode também ser nos espaços públicos?

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

João Marcos Fortunato. (Foto Divulgação)

 

 

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