Por: Ozias Alves Jr. | 02/12/2018

Antônio Carlos é um município privilegiado. É a terra natal de vários intelectuais que se destacaram na cultura catarinense que deixaram grande acervo de obras nos mais variados assuntos. Citamos Raulino Reitz (1919-1990), Evaldo Pauli (1925-2014), Lauro Junckes (1942-2010) e José Artulino Besen (1949-   ).

Dentro desse privilegiado time, temos de incluir Rogério Kremer (1940-  ), professor aposentado e farmacêutico que dedicou os últimos 55 anos a pesquisar a história de Antônio Carlos.

Sim, Rogério tem feito um trabalho “formiguinha” para reunir dados sobre a história de Antônio Carlos. Já reuniu uma verdadeira biblioteca sobre o assunto.

Sua primeira monografia histórica regional foi “Eleições Municipais de Antônio Carlos de 15 de novembro de 1988”. Em 1993, publicou seu primeiro livro “Datas Históricas de Antônio Carlos (1830-1992).

E desde então vem publicando seus livros. Resgatou uma história inédita dos negros em Antônio Carlos, as fazendas de “criação” de escravos do vale do rio Biguaçu e agora está lançando mais uma obra sua intitulada “Antônio Carlos: Armazém de Memórias (1830-2018).

Feliz é a comunidade em que há alguém como Rogério Kremer que zela pela memória regional. Há pequenas cidades do Brasil que não há esse tipo de pessoa. Os anos e as décadas passaram e não há um livro sequer sobre a história local. São cidades literalmente sem memória.

Em resumo: além de ter sido a terra natal de Raulino Reitz, Evaldo Pauli, Lauro Junckes e José Artulino Besen, este último não morreu, mas já é um “imortal”, Antônio Carlos conta com um memorialista profícuo, que é Rogério Kremer.

O legado de Rogério não se resume apenas aos livros. Vocês sabiam que ele coleciona tudo que é documento sobre Antônio Carlos desde 1963, ou seja, já são 55 anos ininterruptos de coleta de toda sorte de documentos sobre a cidade. Tem de tudo: manuscritos, fotos, panfletos, santinhos, processos, recortes de jornal, jornais, enfim, uma infinidade de documentos.

E muito organizado, Rogério os encadernou, isto é, não se trata de um acervo solto guardado num porão, mas sim uma coleção devidamente encadernada em vários volumes e todos organizados por temas. A leitura desse material por si já municia muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado em história como também em outros assuntos.

Ninguém fez essa coleta. Rogério a fez e é um extraordinário acervo da memória do município de Antônio Carlos.

Este editorial é dirigido ao prefeito Geraldo Pauli e a seu chefe de gabinete, Fábio Egert. Gostaria de deixar registrada a seguinte sugestão: que em novembro de 2019, a Prefeitura Municipal de Antônio Carlos publique uma “Biblioteca Rogério Kremer”.

Façam uma edição caprichada das obras de Rogério. Pode ser uma publicação de todos os livros de Kremer ou imprimir um livro reunido os trabalhos dele ainda não publicados.

A ideia é fazer uma edição comemorativa reunindo o acervo de Kremer, que tanto zelou pela memória do município.

Seria uma homenagem mais que justa. Esse homem merece essa homenagem.

Vamos pensar nessa ideia? A memória agradecerá mais uma vez!

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

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