Por: Ozias Alves Jr. | 08/08/2018

Nesta quinta (09/08), o Sintramubi (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Biguaçu) está promovendo uma assembleia geral com o objetivo de discutir se a categoria entrará ou não em greve, informa o presidente da entidade, Jorge Eduardo da Silva.

A primeira reunião tem hora marcada para às 8h30, na frente da sede da Prefeitura Municipal de Biguaçu. Já a reunião da tarde, marcada para às 14h15, visa revisar os pontos decididos de manhã e avaliar eventuais respostas do prefeito Ramon.

 

ACORDO DESCUMPRIDO

De acordo com o presidente do Sintramubi, os servidores poderão decidir entrar em greve porque a prefeitura descumpriu boa parte do acordo anterior com o sindicato.

Entre os pontos apresentados por Jorge, está a revisão do Plano de Cargos e Salários. “A prefeitura acertou que acataria alguns revisões, mas, no final, não fez”, observou o sindicalista.

 

CONDIÇÕES DE TRABALHO

Uma das reclamações do Sintramubi é com relação às condições de trabalho dos servidores.

Jorge cita o caso específico da sede da secretaria municipal de obras onde só existe um banheiro usado tanto por homens como por mulheres. Para o sindicalista, a prefeitura tinha de instalar mais outro banheiro. Ele salienta que a secretaria de obras tem expressivo número de funcionários e é problemático ter apenas um banheiro.

Bom! De banheiro, o prefeito Ramon, pelo jeito, entende, pois licitou recentemente quase R$ 1 milhão em aluguel de banheiros químicos (!!!) Quem sabe, Ramon construa um segundo banheiro na secretaria de obras.

 

ESCOLA

E continuando a falar de banheiros, o sindicalista observa que a Escola Municipal Fernando Brüggemann Viegas de Amorim, no bairro Janaína, só possui um único banheiro para atender os professores, tanto homens como mulheres. “É problemático ter uma escola com um único banheiro para 60 profissionais que lá trabalham. Reivindicamos a instalação de mais um banheiro no mínimo”, observa Jorge.

O sindicalista comenta que chegou ao sindicato notícia de que houve professores que acabaram respondendo a processos administrativos por usar os banheiros dos alunos.

 

ROMBO

Além das reivindicações trabalhistas que vão desde uma revisão do Plano de Cargos e Salários até questões práticas como falta de banheiros, o sindicalista Jorge também questiona: que história é essa do rombo de R$ 12 milhões na Saúde?

A notícia não foi deste jornal nem é revelação de investigação de vereador ou de quem quer que seja. Trata-se de uma informação oficial da própria prefeitura. Em recente explanação na câmara de vereadores de Biguaçu, o secretário Daniel Luz disse aos vereadores que havia esse rombo.

QUESTIONAMENTOS

“O que está acontecendo? Como assim “rombo” de R$ 12 milhões? Se estamos falando de rombo, estamos falando de dinheiro público que está faltando. Espero que a própria câmara de vereadores investigue o que está acontecendo. A secretaria municipal de saúde, Genivalda Ronconi, deve e tem de dar explicações. Tem de explicar o que foi esse rombo. Como é que isso aconteceu?”

Estas são algumas indagações do presidente do Sintramubi. “A saúde de Biguaçu é terceirizada, isto é, a prefeitura contratou uma empresa para cuidar do setor. Portanto, subentende-se que a prefeitura paga essa empresa com fundos destinados à saúde. Se existe um rombo, como é que foi feito? A prefeitura pagou a empresa? A empresa recebeu ou não esse dinheiro? A empresa não pagou fornecedores? O que aconteceu? Por isso, a secretaria de saúde tem de se explicar sob pena de ser responsabilizada pelo problema. Não estamos falando de R$ 12 mil ou R$ 120 mil. Estamos falando de R$ 12 milhões!!! É muito dinheiro. A prefeitura tem de se explicar imediatamente”, observa Jorge.

 

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