Por: Ozias Alves Jr. | 04/11/2018

Caros leitores. Peço-lhe que assistam ao vídeo em anexo. É a partir deste vídeo que gostaria de fazer uma reflexão.

O vídeo em questão mostra um invenção de um engenheiro mexicano. Trata-se de um certo composto químico descoberto pelo engenheiro Sérgio Rico. Jogando na água, o composto, chamado quimicamente de “polímero”, solidifica o líquido e faz com que este retenha mais.

Em resumo: a água “rende”, evapora-se mais lentamente e, no resultado final, com menos água, o tal “polímero” ajuda a melhor a produtividade no campo, principalmente em regiões mais secas.

Se ninguém provar o contrário, trata-se de uma grande invenção.

Mas o artigo aqui não é para falar a respeito da invenção em questão, conforme mostra o vídeo que o leitor vai conferir.

O que desejo falar é o seguinte. Em Biguaçu, há uma Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Eu pergunto: tem algum funcionário da prefeitura que tem a incumbência de ler jornais e revistas, além de pesquisar em sites? Para quê isso? O objetivo é tentar descobrir boas “ideias” para Biguaçu.

Por exemplo, o vídeo aqui em questão. O nome do inventor é Sérgio Rico, conforme dito antes. Ele é do México.

Não seria interessante descobrir quem é esse homem? Onde ele trabalha? Será que ele não tem uma página no Facebook? Será que não trabalha numa universidade? Quem sabe o e-mail dele está informado no google.

Se não conseguir essas informações, não é possível telefonar para a Embaixada do México no Brasil para ver se os diplomatas mexicanos não conseguiriam o contato desse homem?

Para que conversar com esse homem? Pergunto: não seria interessante descobrir onde o produto é vendido (se é que já está em comercialização) e tentar trazê-lo para Biguaçu?

Uns vão dizer: aqui em Biguaçu tem muita água. Não precisa. É um produto para ser usado no nordeste brasileiro, não aqui em Santa Catarina.

Tudo bem. Mas existem outras invenções. A secretaria de Desenvolvimento Econômico de Biguaçu deveria ser uma permanente “antena ligada” atrás de “novidades” que poderiam- quem sabe- ser trazidas para Biguaçu. Quem sabe podem ser uma grande evolução aqui no município.

O objetivo deste artigo é chamar a atenção para um fato ululante: as coisas aparecem e ninguém na prefeitura está incumbido de buscar informações.

Em Medelin, Colômbia, uma das cidades mais violentas do mundo, foi implantado um projeto que deu certo: diminuiu radicalmente os índices de criminalidade na região. Por que não pesquisar e procurar quem empreendeu o projeto? Quem sabe, ajudaria muito aqui em Biguaçu.

Na China, por causa da falta de árvores em certas regiões daquele imenso país, a população usa o biogás, isto é, o gás que sai das fezes humanas como gás de cozinha. Detalhe: ao queimar esse gás, o cheiro sai completamente. Não poderia essa “tecnologia”, ao que parece barata e simples, ser implantada na zona rural de Biguaçu e ajudar agricultores mais pobres a ter uma alternativa para não precisar mais tanto de gás de petróleo e eletricidade para certas atividades?

Os projetos são múltiplos, variados, alguns bem viáveis, mas o interessante é que- se não estiver cometendo injustiça com quem quer que seja- a prefeitura de Biguaçu é uma mediocridade completa. Com 1.700 funcionários, não há um só servidor público incumbido de pesquisar e trazer ideias para o desenvolvimento econômico de Biguaçu. Quem sabe uma dessas ideias pode dar certo aqui, não é coisa do outro, é barato e o futuro agradecerá.

Vivemos num mundo que precisamos gastar menos, produzir menos lixo, reaproveitar mais, poluir menos e o que se vê é burocracia, mediocridade, braços cruzados e gente do tipo “já ganho meu salário, para que vou trabalhar?”

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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