Por: Ozias Alves Jr. | 09/07/2018

O leitor se lembra daquele assalto ocorrido em 20 de setembro de 2012 ao posto da entrada do bairro Mar das Pedras, limite entre os municípios de Biguaçu e São José, ocasião na qual um bandido foi morto por um policial militar à paisana?

Pois bem! Naquela ocasião com um morto e o restante da quadrilha presa, responsável por 40 assaltos a postos de gasolina na época, um cidadão que não tinha nada a ver com o rolo, que havia entrado na loja de conveniência apenas para comprar um lanche, foi baleado durante o tiroteio.

O nome dele é F.M.S (ele prefere não divulgar o nome) e, quando se deu conta, estava no meio de um tiroteio. Não morreu porque certamente não era sua hora. Os bandidos haviam invadido o posto naquele início de noite de 20 de setembro de 2012 e anunciado o assalto.

No entanto, dois policiais à paisana sacaram as armas e atiraram nos quatro bandidos fortemente armados. No meio da confusão, F. foi baleado.

A vítima não morreu, mas ficou com sequelas da bala e ingressou com uma ação na justiça contra o Estado para descobrir de quem partiram os tiros que o acertaram na ocasião. Teve sorte de não terem sido fatais (aliás, se tivessem sido, não estaria neste mundo movendo a ação indenizatória).

Após perícia, constatou-se que os dois tiro realmente partiram da arma dos policiais. É claro que os policiais não o visavam em hipótese alguma, mas sim os bandidos e conseguiram matar um deles. Mas na adrenalina da ocasião, F. foi acidentalmente ferido. Ao todo foram dois tiros.

A vítima ganhou em 1ª instância, isto é, no fórum de Biguaçu, mas o governo do Estado recorreu e agora saiu a sentença de 2ª instância: o Tribunal de Justiça, com sede em Florianópolis, condenou o Estado a pagar indenização por danos morais e estéticos a Fabiano. O valor deverá ser corrigido entre o período de setembro de 2012 a julho de 2018. Cabe recurso ao governo do Estado.

 

TRAUMA

A experiência foi traumatizante para F.M.S. Ele teve lesões e sofreu impacto emocional. No processo, a vítima conseguiu provar, com documentação médica, as despesas que teve para se recuperar.

Os policiais que efetuaram os disparos não foram recriminados. Pelo contrário. Eles foram heróis. Cumpriram seu dever. Não se combate crime com rosas. Ele mataram um assaltante perigoso, prenderam outros e evitaram que o 41º posto fosse assaltado pelo grupo de criminosos em questão.

Infelizmente houve um inocente ferido, um acidente naqueles segundos de pura adrenalina e naquelas circunstâncias.

Corpo de Jonathan, de 20 anos, assaltante morto durante o assalto ao posto Barbarella (nome na época do estabelecimento) na noite de 20 de setembro de 2012. (Foto JBFoco)

 

No tiroteio em que o bandido foi morto, um inocente que tinha entrado no posto para comprar um lanche foi baleado. (Foto JBFoco)

 

Quadrilha era responsável por 40 assaltos a postos de gasolina na época. (Foto Arquivo JBFoco)

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ASSALTO

Aqui a matéria que o JBFoco publicou na ocasião: “Na quinta, 20/09/2012, às 19h30, no posto de gasolina da entrada do bairro Mar das Pedras, limite entre Biguaçu e São José (SC-BR), a Polícia Militar matou um assaltante e prendeu o segundo no local.

Segundo informa o comandante do 24º Batalhão da PM, Newton Ramlow, foi desbaratada a quadrilha que estava “barbarizando” os postos de gasolina da Grande Florianópolis nos últimos meses.

Eles foram responsáveis por 40 assaltos. A quadrilha que assaltou o posto Mime, situado às margens da BR-101, chegou numa moto e num automóvel gol. Os assaltantes que chegaram de moto desceram e entraram no posto de conveniência.

Quando anunciou o assalto, dois policiais à paisana sacaram suas armas. Houve um tiroteio no qual dois policiais saíram feridos e um freguês, mas conseguiram matar um dos assaltantes, de nome Jonathan, de 20 anos, segundo seu comparsa preso na ocasião.

Os outros dois comparsas, que estavam no carro, quando viram que a “coisa sujou”, fugiram a pé e conseguiram pegar um táxi rumo a Florianópolis.

A PM conseguiu prender um enquanto o quarto conseguiu fugir. Os policiais feridos e o freguês foram levados para o hospital.

Segundo informações no local, estariam fora de risco. Para o comandante Newton, foi uma vitória, pois a quadrilha era altamente “especializada”. Inclusive utilizava coletes a prova de balas.

Com o moto, havia um colete a prova de balas e vestia um casaco com a logomarca da empresa Orsegups.

O assaltante preso diz-se chamar Nivaldo Alves de Souza, 24, natural do Morro da Caixa, Florianópolis. Indagado se tinha “broncas” com a justiça no passado, afirmou que não e que estava participando do primeiro assalto.

Disse que seu companheiro morto era Jonathan, mas não sabia dizer o sobrenome. Afirmou que o conhece há pouco tempo.

 

VÍDEO

Aqui um vídeo que a reportagem do JBFoco publicou na ocasião:

 

 

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