Por: Ozias Alves Jr. | 05/01/2019

Um jovem de apenas 24 anos de idade morreu hoje (sábado, 05/01) ao pular de cabeça no trapiche da praia de São Miguel, em Biguaçu.

Não se sabe seu nome, mas parece que é Daniel, segundo soube uma testemunha do acidente, o atleta biguaçuense, Hulk.

“Não tenho palavras. Infelizmente tem algumas pessoas que se empolgam e se jogam desse trapiche. Mas como eles não avaliam a profundidade, acidentes como este podem acontecer. Alguns bebem fora da cota e fazem. Não estou dizendo que o jovem que morreu estava embriagado. Não é isso, mas frequento a praia de São Miguel e acontece casos de algumas pessoas que bebem e fazem mergulhos perigosos ali. Independente dos que bebem e dos que gostam de pular de cabeça pelas simples adrenalina, é preciso uma cerca de proteção nesse trapiche, pelo menos nos trechos iniciais do trapiche na parte rasa. Quando estiver na parte mais profunda, aí pode até não ter mais a cerca porque o risco de acidente grave de cair de cabeça no chão ficaria bem menor. Acredito que assim vai evitar acidentes como o que aconteceu hoje (sábado, 05/01)”, disse Hulk.

Concordamos em número, gênero e grau com as palavras do atleta Hulk. O trapiche de São Miguel, do jeito como está, sem cercas, é um convite para a tragédia e foi o que aconteceu.

Natural de Barreiros, São José, o jovem foi retirado da água por populares. O helicóptero do SAMU foi acionado e os paramédicos, quando chegaram, constaram que o acidentado sofreu uma parada cardíaca. Eles tentaram-no ressuscitar. Não deu. Acabou em óbito.

 

PROVIDÊNCIA

Nada contra construir trapiches, praças, pistas, mirantes ou qualquer infraestrutura de lazer e entretenimento.

Mas, por favor, quem na prefeitura de Biguaçu, não pensou uma única vez sobre a necessidade de instalar uma cerca de segurança nos trechos iniciais desse trapiche?

A cerca da qual falamos não é uma cerca simples qualquer, mas uma mais sofisticada que não permite que alguém se jogue dela. Pelo menos, o comprimento dela tem de ser até o trecho em que há mais profundidade.

Conforme o leitor Hulk deixou claro, essa simples medida de segurança certamente salvará vidas.

Por outro lado, sempre que fizer obras de infraestrutura de lazer, sempre é preciso pensar na segurança. Se fizer mirante, é preciso pensar em grades; se fizer praça, é preciso manutenção para evitar acidentes (não faz muito tempo que noticiamos que o Tribunal de Justiça deu ganho de causa a uma ação movida pela família de um adolescente morto por causa de uma trave que desabou de um campo de futebol feito pela prefeitura de Florianópolis. A alegação foi que a prefeitura não fez o trivial: a manutenção periódica do campo, o que teria evitado o acidente. Ação mais que justa e, também, dolorosa).

Esperamos que a tragédia do trapiche leve vereadores da Câmara de Biguaçu a exigir da prefeitura pelo menos a instalação de boas grades (aqueles que realmente evitem realmente o cidadão de pular e placas de alerta. Todo o cuidado é pouco!).

À família do acidentado, nossos pêsames. Lamentável.

 

VÍDEO

Prefeitura de Biguaçu pode ser passível de responsabilidade pela tragédia de São Miguel

 

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