Por: Ozias Alves Jr. | 12/01/2018

Na manhã de hoje (sexta, 12/01), a Polícia da cidade de Gaspar prendeu Gilmar César de Lima, 23, o homem que aparece numa câmera de vigilância matando a pauladas o índio Marcondes Nanblá, no último dia 1º de janeiro, em Penha.

Gilmar encontrava-se na casa de uma irmã, em Gaspar. O delegado Douglas Barroco, que prendeu Gilmar, conta que o assassino confessou que matou o índio e confirmou o que havia dito a testemunhas: que matou o professor indígena porque este “mexeu com seu cachorro”. Ou seja, confirmou-se o incrível motivo mais que torpe para o assassinato.

E puxando a ficha do cidadão, este já tinha um mandado de prisão em aberto. A “bronca” era tentativa de homicídio, justamente na mesma cidade de Gaspar.

Já começou a “aprontar” desde a adolescência. Suas “broncas” eram por tráfico de drogas, receptação e violência doméstica. Já esteve preso, fugiu, tinha mandado de prisão em aberto, enfim, um “mala sem alça” completo.

Pelas características do crime, Gilmar foi enquadrado por homicídio qualificado por motivo fútil. Poderá ser condenado a 30 anos de prisão.

 

CRÍTICAS

A comunidade Xokleng/Laklãnõ, etnia indígena a quem a vítima pertencia, crítica a demora para levar Marcondes ao hospital mais próximo.

Depois de receber as pauladas, Marcondes ficou imóvel sangrando na calçada. Transeuntes pensavam tratar-se de um “bêbado”. O socorro só veio horas depois, com o dia amanhecendo. Vale lembrar que a agressão aconteceu às 5h da madrugada.

Além de talentoso músico e poeta, Marcondes exercia o cargo de juiz do conselho da tribo e era formado pela UFSC numa graduação destinada aos índios.

Vídeo do crime. (Foto Reprodução You Tube)

 

Cena da reportagem da RIC Record que tinha gravado matéria sobre uma prisão anterior de Gilmar. Detalhe dos seus olhos sanpaku. (Foto Reprodução You Tube)

 

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