Por: Ozias Alves Jr. | 12/06/2018

O vice-prefeito Vilson Alves (PP) esteve na manhã de ontem (terça, 12/06) no escritório do jornal Biguaçu em Foco, ocasião em que falou a respeito da questão da compra de marmitas pela prefeitura de Biguaçu.

“Em primeiro lugar, gostaria de deixar bem claro que a prefeitura adquiriu as marmitas para atender uma das reivindicações do Sindicato dos Servidores Municipais de Biguaçu (Sintramubi). Isso já vem sendo feito há vários anos”, observa Vilson.

“As marmitas são fornecidas para os servidores que trabalham em períodos integrais em várias secretarias como a de de obras, educação, saúde, agricultura, administração e transporte. Ao todo são seis secretarias que recebem as marmitas”, informa Vilson.

“As marmitas são para trabalhadores cujo expediente é em período integral e precisam ter seu horário de almoço durante esse período. Antigamente os servidores almoçavam na secretaria de obra. Alguns que moravam no centro de Biguaçu iam almoçar em casa mesmo, mas o que eram do interior do município tinham de se deslocar até a secretaria de obra. Não era uma logítica fácil para quem não tinha carro. E tinha mais um detalhe: os servidores tinham de se deslocar até o local, almoçar e de lá retornar ao trabalho. O período de descanso era transitar de lá prá cá”, conta Vilson.

 

NEGOCIAÇÃO

“Então o sindicato, falando dos inconvenientes desse problema do deslocamento e o descontentamento de alguns servidores, colocou na sua pauta de reivindicações que os funcionários da prefeitura deveriam receber marmitas. Então foi aí que surgiu a ideia de se oferecer marmitas no local de trabalho como o objetivo de diminuir os custos e dar maior conforto e mais período de descanso no intervalo para os servidores”, conta Vilson.

“Em 2009, isto é, 9 anos atrás, a prefeitura tinha 350 servidores efetivos e 150 cargos comissionados. Hoje, depois da homologação judicial dos concursos públicos de 2000 e 2007, além dos de 2012 e 2016, a prefeitura passou a ter 1.680 funcionários efetivos e 143 cargos comissionados”, conta Vilson.

“Até 2017, as secretarias que eram beneficiadas com refeição eram as de obras, transporte e agricultura. Foi feita licitação através de pregão eletrônico onde até ano passado estavam previstas as entregas até 15.120 refeições no valor individual de R$ 9,99. Isso totalizava em um ano R$ 151.048,80”, observa Vilson.

“Até ano passado, conforme disse antes, eram servidas 63 marmitas diariamente ao custo de R$ 639,37 por dia. Num mês, dava R$ 12.587,40. Enfatizando: são os números do ano passado”, lembra o vice-prefeito.

 

2018

“Agora, em 2018, teve o incremento. As secretarias da saúde, educação, administração e transporte também passaram a receber marmitas, conforme pauta de reivindicações dos servidores. Portanto, houve aumento da demanda de fornecimento. Agora passou para 35.620 refeições ao preço unitário de R$ 12,00. O preço total para um ano será de R$ 427.440,00”, conta Vilson.

“Gostaria de enfatizar o seguinte: os R$ 427 mil são uma previsão. Isso não quer dizer que será utilizada a totalidade. As secretarias fizeram o orçamento total prevendo uma situação em que durante um ano 100% dos servidores irão receber suas marmitas. Mas vale lembrar que nem todo mundo vai consumir todo dia. Alguém fica doente, alguém viajou, ou seja, sempre tem um imprevisto. É algo normal e previsível. Portanto, os R$ 427 mil são um orçamento para uma situação de consumo 100%. Mas como não vai acontecer isso, vai haver o pagamento só do que será consumido. Haverá economia”, observa o vice-prefeito.

“E prestem atenção ao seguinte detalhe: essas marmitas serão disponibilizadas pelo ganhador do certame no local de trabalho. Isso é diferente do que era feito até em 2017. Até ano passado, tínhamos um funcionário da própria prefeitura que pegava as marmitas na empresa e entregava aos funcionários nos locais de trabalho. Agora mudou: quem está entregando as tais marmitas é o vencedor da licitação. Por isso, o preço da marmita é R$ 12,00, pois está incluso o custo da entrega. O fornecedor entrega o produto no local de trabalho para cada servidor”, informa o vice-prefeito.

“É importante frisar que, no horizonte de 1.843 servidores da prefeitura, são atendidos em média com a marmita 149 servidores, conforme a demanda. Vamos multiplicar 149 pessoas/marmita x 20 dias x R$ 12,00 por unidade. Por dia, gasta-se R$ 1.780,00. Por mês, que são 20 dias úteis, serão gastos R$ 35.600,00. Mas vale lembrar que é previsão, pois as marmitas que não forem consumidas porque o servidor está doente, não pode aparecer ao trabalho ou qualquer outro motivo, não são fornecidas e, consequentemente, não serão pagas. Por isso, deverá haver alguma sobra que não será paga pela prefeitura”, lembra.

 

CONCLUSÃO

“A administração zelando pelo bem estar dos servidores, e dando um pouco mais de descanso aos seus servidores no seu período de horário de almoço e que foi adotada em atendimento à solicitação dos servidores e da pauta de reivindicações do sindicato, tomou essa medida em que está dando a todo corpo administrativo o melhor desempenho dentro das suas funções”, observou Vilson.

“Acho importante que quaisquer questionamentos relacionados a dinheiro públicos são importantes, pois penso que o dinheiro público deve ser tratado com seriedade e responsabilidade. As portas do meu gabinete estão abertas para quaisquer cidadãos que queiram obter informações ou queiram tirar suas dúvidas com assuntos relacionados com a administração pública municipal. Agradecemos ao JBFoco, ao jornalista Décio Baixo Alves, por convidar para dar os esclarecimentos de tão grande relevância”, finalizou o vice-prefeito Vilson Alves.

Vilson Alves, vice-prefeito de Biguaçu, mostra documentação do pregão eletrônico das marmitas. (Foto JBFoco)

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